quinta-feira, 16 de julho de 2015
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Muze, as pinturas rupestres!
Ha poucas semanas fui visitar as pinturas rupestres mais sofisticadas da província de
Nampula (pelo menos, daquelas que são conhecidas). Depois de Iapala (a 30 km de
Ribaue), cerca de 18 km na estrada nacional para Malema, viramos á esquerda em
Muesse para 12 km de caminho de areia bastante mau e chegamos ao apeadeiro de
comboio de Mussa. Continuamos na estrada antiga em direcção a Malema, passamos
sobre a linha de comboio e saímos outra vez á esquerda (cerca de 3 km); paramos
logo a seguir porque o caminho de terra esta cortado por uma corga profunda;
continuamos a pé até uma pequena aldeia, Sissire, no sopé do Inselberg alvo,
cerca de 5 km. Um aldeão vem ter connosco, dizemos o que queremos e ele
disponibiliza-se para nos conduzir a casa do Líder, um pouco mais longe e mais
perto do monte. Passamos várias plantações de tabaco, algum já a secar, muitas
crianças, como sempre, uma placa indicativa das Pinturas Rupestres de Muze, no
meio do mato. O Líder esta em casa com mais mulheres e crianças, jovens rapazes
também e saímos para o monte. Paisagem bonita, vamos subindo a pedra, descemos
uma corga florestada, recomeçamos a subida, muitíssimo íngreme. M deita-se
na pedra a descansar. O Líder sobe descalço e as crianças sobem ligeiras. Ao
chegar á gruta (pala) ele avança sozinho e pede-nos para esperarmos; realiza a
cerimónia, libertando um fumo acre. Podemos ir. O abrigo é pequeno, mas como de
costume facilmente defensável. A paisagem é magnífica. As pinturas em óxido de
ferro são de facto bastante elaboradas, com varias figuras humanas e de animais
bem desenhadas; possui também elementos rectilíneos e traços repetidos,
semelhantes ás outras pinturas de Iapala; um conjunto muito particular. Tiramos
várias fotografias, falamos e rimos um pouco, enquanto descansamos da subida.
Iniciamos a descida, eu muito rápido, para irmos parar junto a placa
indicativa, no meio do mato. Tiramos fotografia de grupo, dou 200 Mt ao Líder,
M distribui 100 Mt pelos outros, despedimo-nos e regressamos ao carro,
rápido; foram 3 horas de passeio ao sol, teremos feito uns 15 km a pé.
Retomamos o carro e regressamos pela estrada antiga em direcção a Iapala.
Estamos no alcatrão e rapidamente em Ribaue; o polícia que tinha pedido boleia
á saída de Nampula, para Lalaua, estava agora desfardado e de mota com o amigo;
disse que tinha que ir fazer algo; esperamos 15 min enquanto bebíamos
coca-cola, o homem não apareceu, retomamos a estrada para Lalaua. Estado
péssimo, corgas profundas e perigosas, muitos sítios com lama, lombas e
buracos, demorámos 3 horas e meia para fazer 80 km, mais de metade do caminho
já de noite; mas chegamos bem, escolhemos os quartos e fomos jantar uma boa
galinha cafreal!
terça-feira, 14 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Sul sul sul
A luta contra a pobreza
(mental) absoluta não parece trazer grandes conquistas. Mais de 200.000 pessoas
estão deslocadas, ou porque as casas caíram ou porque as águas inundaram as
aldeias. Os acidentes de viação matam diariamente muitas pessoas: a
indisciplina dos motoristas de carta comprada e outros, os veículos em
condições técnicas péssimas, a falta de civismo e educação básica, o
desconhecimento generalizado sobre a alimentação e higiene, paga-se em vidas.
Latitudes
A chuva abrandou e os pássaros, com piar
diverso, os insectos variados apoiados pelos batráquios, iniciam os concertos
de vozes. Domina a águia no cimo do penedo. O tempo retoma a sua dimensão
habitual, só neste local. Mais longe, a enxurrada equatorial levanta nevoeiros
rasteiros esmagados pelo quarto minguante. (contraponto: ver o papel dos judeus
em Portugal no século XIV e a empresa dos “descobrimentos”).
Navegar e preciso
O Gilles era um navegador prudente mas destemido, conhecedor das ondas monstro do indico...
quinta-feira, 19 de março de 2015
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Desurdem
urdidura e o termo que designa a organizacao dos fios, de la, linho, algodao, seda e outros menos conhecidos...
mas Des...
mas Des...
domingo, 1 de fevereiro de 2015
As duas sombras do Rio
“Nas suas batinas castanhas e grossas eram os padres fortes como touros
e andavam permanentemente vermelhos de calor e irascibilidade. Moviam-se
depressa e falavam muito àquele povo seco e pequenino, ordens severas, como se
o tempo escasseasse para cumprir uma ordem encomendada (o povo intrigado com
aquele esforço vão para apressar o tempo, quando é sabido até pelas crianças que
são os homens que cabem dentro do tempo e não o contrário).”
João Paulo Borges Coelho, As duas sombras do rio, Ndjira,
Maputo, 2009.
Divagando
A águia que habita o rochedo em frente, ensaia voos inusitados contra
os ventos de tempestade que se aproximam vindos do mar, ainda jovem não os
desafia por muito tempo. Na pré história não se escreve, só se fala. Poderemos
considerar as pinturas rupestres como uma velha escrita? Estiveram os africanos
na história um tempo, tendo optado por voltar ao antigamente?
Na terra...
Globalmente, sem ter em conta os insectos ruidosos, sapos e gris gris
que enchem o som da noite, os transmissores de malária e de filariose, sem
falar na dengue ou outras pestilências, o mundo estremece: os traficantes de
divisas ilesos da crise financeira, os lacaios políticos surripiadores de leis
encomendadas, os assassinos ji hadistas ou boko haram de conotação ala,
sucedem-se regularmente na comunicação social – a televisão dos Flin Stones em
pleno!
Onde?
Planos que não existem, factos que são fachada de vidas que dependem do
passado pesado, dominante, determinante. A sensibilidade emocional á flor da
pele, despreza comentários oportunos orgulhando-se da sua integridade, antes
das marcas cicatriciais da dura realidade.
Pensam que o ...
Protótipo de humano:
projecto de utopia intelectual sob liminar, sem qualquer capacidade de actuação
sobre a árvore genealógica do animal conhecido por “homem”.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Outros planetas
O confronto de paradigmas é desafiante, ultrapassados os métodos de avaliação
de confiabilidade. Os indicadores de resultados, quais traços vermelhos nas
grutas dos inselbergs, transmitem uma imagem limitada da realidade alterada.
Black
Auto limitado á fonte endógena, debato-me no desafio da importação
desqualificada. Ciente do descalabro, encaro a mudança como fonte de energia auto
controlada, mais elaborada, sem industrialização. Golpe de mestre. Em Chitima,
Tete, morreram 72 pessoas que consumiram aquela bebida tradicional. Pensa-se
que estaria envenenada…não isolaram o tóxico (Moçambique, Portugal, Franca). As
velas já deram tudo o que tinham, há que aprovisionar. A agua para beber, nem se fala (purificada mwene)!
human...
Pensando nas pinturas rupestres de Malodge ou Iapala evoluindo para
Shakota, revela-se o espelho do protótipo de humanidade acordando no animal abrigado
e seguro. O reflexo afirma-se pela verticalidade repetida vermelha, temperada
de redondos defensivos e convidativos, recolorindo-se em formas complexas de
ambos, elaboradas e elegantes.
Geoclimaticamente
Recorre a chuva, rápida ao
sol, repetitivamente no nublado, forte no cinzento e prolongada no escuro.
Arrasa casas e varre as rodovias, aglomera os comerciantes de passeio da cidade
em abrigos escassos sobre lotados: a coragem na re disposição de todo o tipo de
artigos no passeio é expedita. Vai deixar marcas profundas no solo sedimentar
vermelho, aflorado a tempos por raros castanhos graníticos. No ribeiro em
baixo, agua cor de lama atravessando toneladas de lixos, os putos curtem a
mergulhar na melhor brincadeira da temporada. Apresta-se a separar a ponte e já
quase cortou um terço da estrada. Salva-se a bela água destilada da chuva
torrencial nos alguidares coloridos e pesados. Que descanso! Depois de encher o
tanque e os variadíssimos plásticos recipientes. A cidade esbate-se na cor do
mato, de facto, Vénus e quarto crescente.
Prototipo humano
A luta entre a selvagem natureza e a modernidade do consumo afirma-se no
confronto de gerações, de forma inusitada, sem fim a vista, com o lixo á cabeca. Lixo orgânico, reciclável ou menos, Telelixo
ou lixo social. O confronto mostra-se difícil, mas construtivo.
Rios sub terraneos
A historia do morto que respondeu ao telemóvel, saltou-me á memoria na historia mais antiga de outras inundações
em Mocuba, quando a agua surgiu do nada, de baixo da terra do monte,
ultrapassando todas as chuvadas ou aberturas intempestivas de barragens (que
por ali não existem), inundando terras nunca antes tocadas pelo Licungo! Em
casa da Nganga local (Lugela, a sudeste do monte Mabu), para ter acesso á rede de telemóvel, deve-se dirigir ao local
da antiga erupção aquática!
Pirilampos na floresta
A floresta dos pirilampos! Nas saídas de fim de tarde noite entrada, as
dezenas de pirilampos nos bosques de cajueiro e mangueira e nas áreas de capim
diversificado, mais crescido das chuvas, resguardam-se de roubo de imagem no escuro. Os seguranças macua encontram
uma distracção de cor com prática de português. A infra-estrutura evolui
tranquilamente, ao ritmo chinês em que domingo não existe e a forca das aguas e docilmente controlada.
domingo, 11 de janeiro de 2015
Historia de Africa
“Provêm da África oriental e do
nordeste os primeiros vestígios da existência do Homem e da formação da
sociedade humana (Garganta Olduvai, Norte da Tanzânia), com cerca de um milhão
e meio ou dois milhões de anos, que nos mostram seres hominídeos com cerca de
1,37 metros de altura, vivendo em pequenos grupo junto dos lagos da savana e
que lascavam a pedra para fabricar os primeiros instrumentos toscos com que
abatiam e cortavam os animais.
Há cerca de 50.000 ou 60.000
anos o homem africano utilizava o fogo para cozinhar e tornar mais tenras as
pecas de caca, podendo desse modo tornar mais eficiente a utilização das suas
reservas alimentares e permitir o alargamento das suas comunidades.
Os vestígios de esqueletos
provam que um tipo de homem moderno, diferente dos caucasóides da Ásia, da
Europa e do norte de África, e especialmente adaptado as condições dos trópicos
africanos, apareceu na África oriental cerca de 50.000 anos a. C. e que durante
cerca de 10.000 a 20.000 anos tal tipo evoluiu, por selecção natural, em duas
direcções diversas, consoante as exigências de dois ambientes diferentes. Um
dos resultado foi o negro, adaptado às condições de humidade da África
equatorial e ocidental, o outro uma variante mais adaptada às terras de
pastagem e às savanas mais secas da África oriental e austral, mais pequeno, o
khoi ou khoisan.
De momento não é possível datar
com segurança os progressos experimentados pela agricultura entre os negros do Sudão.
Mas pelos dados existentes as novas culturas ter-se-iam desenvolvido nas zonas
de savana entre 4.000 e 1.000 a.C. Outro grande avanço resultante da Revolução
Neolítica foi a invenção de instrumentos e armas de metal, progresso que
ocorreu em primeiro lugar no Próximo Oriente e o efeito de filtragem exercido
pelo deserto do Sara poderá ajudar a explicar a razão de a fusão do minério de
ferro e a forjadura de instrumentos de ferro e de aço surgir na África negra
mais ou menos na mesma altura da fusão dos minérios de cobre e do fabrico de
objectos de cobre (primeira metade do primeiro milénio a.C.).
A existência simultânea de
veículos com rodas e do cobre no Sara ocidental torna plausível a hipótese de
que o conhecimento da metalurgia do ferro terá passado do Norte de África para
o Sudão ocidental e central tão rapidamente como o conhecimento da escrita, que
veio juntamente com a religião islâmica, à qual os africanos do Norte não se
terão convertido antes do século VIII e alguns negros da África ocidental terão
adoptado pelo menos no século X.
Os vestígios indicam que se terá
registado um movimento, com inicio possivelmente cerca de 2.000 a.C. e que
chegou às savanas o mais tardar por alturas de 300 a.C., tendo como principal
consequência que os povos hoje chamados Bantos se tornaram o tronco dominante
em toda a metade meridional de África, à excepção do extremo sudoeste, dentro e
à volta do deserto do Calaàri, onde a precipitação era insuficiente para
permitir as culturas.
Banto é um termo de
classificação linguística. Provem do facto de nas línguas faladas pelos povos
negros actualmente usadas pela quase totalidade dos habitantes da metade
meridional de África existir alguma forma de radical nto, com o sentido genérico de , e de estas
línguas apresentarem um sistema de categorias de substantivos em que uma forma
do prefixo ba- significa o plural da
categoria que denota pessoas. As 400 ou mais línguas banto faladas na enorme
extensão do território a sul de uma linha que vai mais ou menos do monte Camarões,
na costa atlântica, ao monte Elgon, no Uganda, e dai ate à costa leste próximo
de Lamu, são na verdade muito mais semelhantes no vocabulário e na estrutura
gramatical do que sucede por norma – mesmo em áreas muito mais pequenas – com
as línguas do Sudão.
Conquistando e destruindo
Cartago em 146 a.C. os Romanos ocupam as planícies da Tunísia, com as quais
constituíram uma província que denominaram África.
Nos séculos XIX e XX, o evidente
sucesso da colonização europeia encorajou outros europeus a fixar-se. No sul de
Moçambique havia uma comunidade de colonos, muitos dos quais serviam de apoio
às economias do Transval e da Rodésia do Sul, que dependiam dos seus portos, e
em Angola viviam europeus desde o século XVI. Desde a década de 1940, Portugal
começou a encorajar mais cidadãos seus a emigrarem para essas para assegurarem o seu desenvolvimento económico e para
diminuir a pobreza na metrópole. Por volta de 1960, estavam instalados em
Angola cerca de 200.000 Portugueses e em Moçambique cerca de 80.000, onde
constituíam 4,5% e pouco mais de 1% das respectivas populações.
Em 1960 terminou definitivamente
a tentativa para alargar o domínio dos colonos na África tropical a norte do
Zambeze. Ela obteve pouco êxito pelo facto de haver poucos europeus que
quisessem arriscar a sua sorte e a dos seus filhos na tarefa difícil de erguer
Estados nos trópicos, e porque essa tentativa só poderia prosperar durante o
apogeu da confiança da Europa na sua missão imperial. A colonização europeia
ficou então efectivamente limitada às duas zonas temperadas dos dois extremos
do continente onde criara raízes antes da época imperial e prosperara: na
África do Sul, com o prolongamento na Rodésia do Sul, e nas vizinhas colónias
portuguesas, que curiosamente não tinham abandonado a crença na sua missão
civilizadora inicial; e no Norte de África onde, apesar da sua proximidade em
relação à Europa, a teoria da superioridade europeia estava também prestes a
ser abandonada.
Até 1974 Portugal continuou a
ser uma potencia colonial no sentido mais tradicional do termo, apesar de
afirmar que não possuía colónias mas apenas algumas províncias do seu
território, que por acaso se situavam no ultramar. Daí resultou que em meados
dos anos 60 Portugal se encontrava nas suas três colónias – Guine, Angola e
Moçambique – a braços com uma guerra de guerrilha em grande escala, activamente
apoiada a partir dos territórios vizinhos independentes (assim como o eram as
incursões de guerrilheiros na Rodésia). Nos inícios dos anos 70, metade do
orçamento português destinava-se a custear as forcas armadas em África, criando
desse modo uma tensão muito mais forte na sua economia do que sucedera com a
guerra argelina em relação à França. Finalmente, em 1974, o exército e o povo
português estavam já fartos da situação e desencadearam uma revolta. Uma das
primeiras medidas do governo foi reconhecer as exigências dos nacionalistas
africanos em relação à independência dos seus territórios. Dado que esta
revolução garantiu o fim da ditadura que governara Portugal desde 1926, parecia
que os africanos tornavam desse modo extensivos a um povo europeu os benefícios
da liberdade.
A actuação na esfera política
variou entre o bom, no caso do Estado insular das Maurícias, as repúblicas do
Botsuana e Mali, e o ex - Estado marxista-leninista de Moçambique, até o mau,
como no atoleiro de Angola, RDC, Somália e Serra Leoa. Infelizmente, na década
de 90 os golpes militares não eram coisa do passado, como o demonstraram as
experiencias da Gâmbia e da Costa do Marfim – a primeira bastião da
e a segunda de estabilidade democrática durante a maioria do
período pós - independência. Mais comum foi a legitimação eleitoral dos regimes
militares na Líbia, Togo, Guine e Chade; esses países retiveram o seu carácter
essencialmente autoritário. Mais preocupante foi a regressão do que tinham sido
promessas democráticas no inicio da década; estes incluíam a Zâmbia, onde
Chiluba mostrou muitas das características autocratas que criticara em Kaunda,
e o Zimbabué, onde Mugabe, numa tentativa desesperada de se agarrar ao poder,
jogou a cartada racial e desafiou a decisão do Supremo Tribunal relativa à
confiscação de terras pertencentes a brancos.
As independências africanas
ocorreram numa atmosfera protectora que promoveu a absorção das ex – colónias
como membros inquestionáveis da sociedade internacional de Estados soberanos.
Pela primeira vez, a soberania do Estado era aceite na base jurídica de
reconhecimento por parte dos outros Estados soberanos e não na base empírica de
capacidades de governação, defesa e extracção fiscal que desde sempre
constituíra a prova crucial de viabilidade dos Estados. Tal mudança de
paradigma é imprescindível para compreender a viabilização dos Estados
africanos pós – coloniais, muitos dos quais minúsculos, sem saída para o mar,
ou paupérrimos, e que nunca teriam emergido noutro momento histórico.
De acordo com o politólogo
Christopher Clapham, os Estados africanos . Este facto
foi parcialmente obscurecido pela ordem internacional vigente durante a Guerra
Fria porque esta dava às elites africanas o estatuto internacional e os meios
financeiros e políticos para manterem Estados minimamente funcionais.
Até cerca de 2005, houve em África
uma convergência retórica com o liberalismo ocidental que em parte se coaduna
com a tese sobre o de Francis Fukuyama. A grande
maioria dos governos africanos rendeu-se à linguagem e rituais democráticos
mais cedo ou mais tarde, organizando eleições (mesmo que falsificassem os
resultados), permitindo a criação de ONG e espaço para a sociedade civil (mesmo
que as oprimissem e/ou co – optassem) e utilizando com entusiasmo a iria do
reformismo económico liberal (mesmo sem qualquer intenção de o implementar).
África continua dependente de
flutuações do mercado internacional em relação às quais não tem qualquer
capacidade de impacto; e os obstáculos à diversificação das economias africanas
para além da exportação de matérias – primas são cada vez mais significativos.
Este último facto é ampliado pelos limites do Estado africano enquanto
tecnologia de administração e da fraca especialização da força de trabalho
africana.”
J. D. Fage, William
Tordoff, Ricardo Soares Oliveira, Historia de África, Edições 70, Lisboa, 2010
domingo, 23 de novembro de 2014
Neologismos
Depois da invenção da nova palavra moçambicana, actuante em toda a
Lusofonia, Descomunicar, dedico-me agora a descobertas de novas doenças:
catolololo, pica; mas a mais intrigante, o optimismo patológico (etiologia
provavelmente relacionada com palavras iatrogénicas!) DESAFIA toda a lógica do
conhecimento, talvez superada pela sabedoria da...
quotidiano
Depois de 2 semanas de incapacidade batuqueira (devida a lesões na
interface eu – não eu de localização mítica F2/F3 posterior ou dorsal de cada
indicador), rematando um longo período de indisposição rítmica, de um 1º de
Maio UniLúrio animado cheio de cores e algumas reivindicações, um passeio no
mato em fim de tarde fresco com ataque de formigas. Sábado, noite de cinema infantil
em casa (como ontem), panteras todas estendidas!
A língua oficial única da China è o
chinês de Pekin (embora haja mais de 10 “chinês” diferentes). Sendo há muito
tempo a língua do Império, os exames dos letrados eram realizados nesta língua,
e daí o nome de “mandarin” que se lhe dá ainda na Europa.
Mandarin, normalmente
conhecido como chinês, vem do Hindi menteri
(ministro), palavra adoptada pelos portugueses e aplicada às pessoas
importantes na China.
Na China designa-se han yu, “língua dos Han”, a etnia
maioritária. Também se chama pu tong hua,
quer dizer “língua comum”, para marcar o seu carácter oficial.
em Machuabo
Inhacoda: prevê o futuro, nomeadamente o clima nas
estações das culturas agrícolas, gerino as chuvas.
Niahana: ensina novos PTS; garante protecção na falta de
curandeiro pessoal; trata reumatismo, espíritos maus no corpo e “Matoa”.
Namugo: faz consultas, adivinha o problema e a sua origem,
trata dores. Refere os casos que não pode tratar para outros PMT.
sábado, 1 de novembro de 2014
climatologia
A Oeste uma tempestade de relâmpagos, acima das nuvens; os grilos e um
vento fresco. As miúdas já estavam a dormir, a Z não demorou muito,
consegui enviar algum correio: ontem terminei a proposta para EMFC. Finaly! 23 páginas + 3 de bibliografia (38
referencias). Está quase na hora de imprimir o Lote, 3 exemplares, 1 para mim,
l para...e 1 para...! Talvez nessa reunião exponha o caso X? Dou como por concluídas as tarefas inicialmente definidas; querem
continuar ? desenvolver e melhorar a qualidade do ...?
próximo oriente e nordeste africano
As línguas semíticas, sendo as mais conhecidas o árabe, o arameu e o
hebreu, tiveram a sua origem no próximo oriente e na peninsula arábica. As
designações de “semitica” ou “chamitica” são invenções dos linguistas que
tiraram esses nomes de Sem e Cham, filhos de Noé. Para ficar na família, um
filho de Sem, Aram, deu o seu nome aos Arameus cuja língua era a do Cristo. O
Arameu ainda é falado por alguns mihares
de Iraquianos, Sírios e Turcos. Eber, filho de Aram, poderia estar na origem da
palavra Hebreu; mais provavelmente, pode ser um evolução da palavra eber, que significa “do outro lado”, sub
entendendo-se “povo do outro lado do Rio Eufrates”. Koush, um filho de Cham,
cujos descendentes teriam vivido no Sul do Egipto, deu o seu nome ao termo
Couchitica; Koush era o nome dado á Etiópia pelos antigos Egípcios.
sábado, 4 de outubro de 2014
A. entrou no TELELE, quando estava a
conduzir, reducção de danos, mas não estou interessado. Cobras esticadas,
ondas arrastadas, hoje comunicaram-me que não será possível. Passifiquei ventos do norte e deixei correr o marfim. O mesmo, o quadrilátero filosófico de ontem,
Conhecimento (versus ignorãncia) e a Sabedoria (versus inépcia), toma forma. A
Máquina de Transformar Sonhos em Realidade não pára!
A língua oficial única da China è o
chinês de Pekin (embora haja mais de 10 “chinês” diferentes). Sendo há muito
tempo a língua do Império, os exames dos letrados eram realizados nesta língua,
e daí o nome de “mandarin” que se lhe dá ainda na Europa.
Mandarin, normalmente
conhecido como chinês, vem do Hindi menteri
(ministro), palavra adoptada pelos portugueses e aplicada às pessoas
importantes na China.
Na China designa-se han yu, “língua dos Han”, a etnia
maioritária. Também se chama pu tong hua,
quer dizer “língua comum”, para marcar o seu carácter oficial.
0:39. Antes de ontem, jantou cá o S., falámos de feitiçaria,
doenças e praticantes de medicina tradicional. Disse uma frase engraçada: é
possível envelhecer, sem nunca vir a saber. Aprendi 3 novas especialidades de PMT
em Etchwabo:
Inhacoda: prevê o futuro, nomeadamente o clima nas
estações das culturas agrícolas.
Niahana: ensina novos PMT; garante protecção na falta de
curandeiro pessoal; trata reumatismo, espíritos maus no corpo e “Matoa”.
Namugo: faz consultas, adivinha o problema e a sua origem,
trata dores. Refere os casos que não pode tratar para outros PMT.
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