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Na Baía de Nacala!

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Luso calaico

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segunda-feira, 13 de março de 2017

SEAT 2016 - 2017: 1 de Janeiro!


Domingo, depois de um óptimo pequeno-almoço e um banho na piscina do Inn saímos para dar uma volta na Capital, Mbabane: tipo pequena cidade da Holanda, alguns predios de andares, pequena, o edificio mais singular a embaixada da China; alguns viadutos e vias mais ou menos rapias. Saimos para a fronteira norte, em direcção às pinturas rupestres (rock paintings) de Nsangwini. Pelo caminho artesanato de pedra, bonito, muitos animais, simples; estrada de montanha, passamos Motshane, Nkhaba, Forbes Reef e saímos à direita, estrada secundária (MR 32); aparece uma albufeira interessante com barragem e central eléctrica (Maguga Dam), estrada boa com muitas curvas, paramos para umas fotografias; saímos mais à frente para a pista (está sinalizado) e depois de 7 km chegamos a um pequeno largo e parque com cabana de paus e pedras por cima, média montanha; chega uma rapariga fazendo sombra com a capulana, informa e cobra bilhetes e temos uma visita guiada: subir o monte um pouco, floresta média baixa, passar o colo de erva para Sul, descer ligeiramente para o vale do mesmo rio da Barragem, abrir cancela (anda por ali o gado ovino e caprino), carreiro de pedras a descer íngreme; à direita, de baixo de um penedo de pala médio, em plataforma facilmente defensável (semelhante em forma a Masuse, mas mais pequeno), estão as pinturas, abundantes em tons de vermelho e preto. 



A guia explica que seriam cerca de 30 pigmeus a viver ali há 4.000 anos (2.000 aC); os “bushman” acreditavam em dois mundos, o ambiente e o do poder, e quando não podiam resolver as situações reais, o “Xaman” pintava a cena. Detalhes de animais (elefante, vacas), guerreiros; eles não tinham animais domésticos, só colhiam e caçavam; quando os Bantos chegaram cerca de 1.100 dC (há 900 anos) traziam gado domesticado e os “Sam people” caçavam esse gado provocando a guerra; os Banto traziam armas de ferro e os Bushman só tinham paus e pedras; a derrota fez com que fugissem para os desertos do Botswana e Namíbia, Calaari. Esta cena foi pintada. 




Retomamos o Surf rumo a Piggs Peak, vastas florestas de pinheiros e eucaliptos, bem geridas, parece uma paisagem europeia! Procuramos um Lodje com parque e animais, em zona de floresta alta e densa, pista de montanha; está cheio, os macacos aparecem, retomamos a picada de floresta até Bulembu (MR20). Antiga aldeia mineira de Asbesto, traz-me imagens da Borralha. Lodge muito simpático (Bulembu Country Lodge), recepção agradável, dois jovens com uma moçambicana, fazem-nos uma visita guiada às instalações; jantar (sem álcool), quarto confortável em suite espaçosa, jardim muito cuidado, paisagem envolvente de alta montanha; pago 600 S adiantado; o ambiente recria as minas da Borralha quando estavam a funcionar e a urbanidade o modelo da HICA no Barroso dos anos 60. Aparentemente é um couto privado, em que está em andamento um projecto de reabilitação, talvez incluindo ainda mineração (ouro?); tem regulamentos especiais para os jovens residentes que saem para estudar fora da comunidade (?). Consumo de álcool interdito e uma forte componente cristã. Tudo limpo e muito calmo. Temperatura óptima.






quinta-feira, 2 de março de 2017

SEAT 2 de Janeiro 2017


Pequeno-almoço em ambiente familiar em Bulembu e saímos para a fronteira da AS muito perto onde entramos sem problemas rapidamente, com dois mapas regionais óptimos. Estamos na região de Mpumalanga, com um excelente património e oferta turística. Esta zona liga com o Kruger Lowveld e Ehlanzeni, com o Parque Nacional e muitas outras reservas de animais e de caça; o mapa gratuito no posto fronteiriço mostra dezenas de alojamentos e circuitos activos. Montanhas imponentes e uma interpretação geológica inédita, com exemplos de apoio (rochas de todos os tipos e épocas da evolução da terra, algumas consideradas das mais antigas do mundo). Muitas curvas e muitas descidas, bem inclinadas, travão a fraquejar, até Barberton, vila média bem arranjada. Meter gasóleo (650 ZAR, Coach Motors) que aqui é mais caro que em Moçambique e levantar dinheiro no ATM (1.000 ZAR); enganamo-nos na saída, perguntamos, meia volta, passamos Badplaas, direcção Carolina e depois de Hendrina apanho a auto-estada N12 até Joanesburgo, sempre a andar bem, muito movimento, grandes motas em grupos. Mais lentamente pela avenida principal até ao centro da cidade. Muito sujo, carradas de lixo por todo o lado, prédios bastante degradados, muita gente na rua em movimento, outros sentados ou deitados, consumo de cervejas e drogas á vista de todos, muitos “pobres”! Encontro no terminal rodoviário e ferroviário central com o tio K e o primo. Vamos até Bluefontein, South Gate atrás do carro deles, cruzando a cidade para Este. Algumas vias rápidas para chegar depois a uma casa num prado extenso, um pouco degradada, do outro lado da maior prisão da África do Sul. Bom acolhimento, casal, uma neta, duas filhas e três rapazes (um mora ao lado em outra casa com a mulher e a filha); matar saudades, conversa puxa conversa, jantar de frango e dormida (no quarto dos donos, penso).

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

SEAT 3 de Janeiro


Joanesburgo, Bluefontein, South Gate. Está a neta, o filho e a filha mais novos; inicio uma batucada com paus, lata, tábuas, taça, desafio à prática, eles implicam-se e tiramos umas fotografias. Levanto líquido ali próximo 1.000 ZAR no ATM (5.000 Mt) com o filho mais novo, adquiro alguns comestíveis em um mini – mercado de um Madeirense e vinho para o jantar em um “bottle store” ali perto. Depois vou com o A para uma oficina, ver o que se passa com um chiar na roda esquerda da frente que começou ontem na descida das montanhas; desmontam, está cheio de lama seca e tem vários problemas; necessita reparação do braço e ponteira de direcção da roda esquerdos, mudar 2 amortecedores para trás, calces de travões nas quatro rodas do TS, que levou uma tareia das grandes em Nhamapasa e Mochungue, sem contar os últimos rios de matope da Matola e as picadas florestais da Swazilandia! A oficina muito moderna em zona chique com várias superfícies comerciais, chama-se Supa Quick (indianos de terceira geração). Vão encomendar amortecedores, o carro só estará pronto amanhã. Vamos dar uma volta a pé; o quadro urbano lembra a Belgica ou a Holanda; passamos num centro comercial com várias lojas só de “unhas”, oferecem-me um café free num “internet café”, visitamos o Casino muito “fashion” com o Pedro vestido de trabalho e eu de calções, chinelas e chapéu de palha... Muito movimento, muitos jogadores, homens e mulheres, slot machines, poker e outros, lojas caras, restaurantes e bares chiques, dependências bancárias. Compro um mapa da África do Sul e saímos. Passamos ao lado do Museu do Apartheid. Regressamos à oficina e depois para a quinta de boleia com o filho do A que nos veio buscar. Mesmo ao lado, a maior cadeia da África do Sul, com 3 andares subterrâneos mais três em altura; sempre muito animada (som!). A Z actua na gastronomia; jantar inovador (para eles), muita conversa familiar e dormida em casa sem mais.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

SEAT 4 de Janeiro 2017


Quarta-feira, Joanesburgo, Bluefontein, South Gate. Manhã na quinta, despreocupação total e descanso geral. A Z foi às compras com o primo, vinha com aquela ideia de arranjar um ecrã para o tablet (a recomendação é que é muito caro, não vale a pena!) mas acabou encontrando um "profeta" (adivinhador) Zionista. Com o A seguimos de chapa para a oficina e a reparação do TS só foi concluída a meio da tarde, depois de termos já dado uma volta e bebido uma coca num Wimpy! E vai  650 Euro. O dono dá uma volta conosco a conduzir e a acelerar. Encho de gasóleo para sair amanhã. Vou comprar vinho e fruta na lojinha perto, do Madeirense (aqui viveu 30 anos). Jantar, conversas de família e dormida já tarde.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

SEAT, 5 de Janeiro.


Arrumar a tralha no carro, despedir da família e saímos quinta-feira de Joanesburgo cerca das 10 h logo ali pela circular periférica, “nice motor way” da South Gate em direcção a Norte. Muitos viadutos e muito trânsito, um pouco para Oeste e pouco depois na auto-estrada N1 em direcção a Pretoria. Paramos para levantar dinheiro (1.000 ZAR) e comprar o básico (àgua, sumo, snacks). A Z passa para o volante, anda bem, ladeamos Temba até Bela-Bela, sempre longas rectas e grande planície, com agricultura industrializada; acaba a auto-estrada mas a estrada continua bastante boa; paramos para provar uns frutos encarnados selvagens que vendem moços nas bermas; tem um caroço grande mas é bom (uma mistura de lichie e nêspera do tamanho e cor de um rabanete). São muitos quilómetros mas andamos rápido passando Mookgphong, Mokopane, Polokwane, sempre com pagamento de portagens em Rands (= 5 Mt), atravessando o país na vertical direcção Norte. Nova cadeia montanhosa que subimos e atravessamos no colo, túneis, falésias vermelhas e nova planície mais alta, até chegar à última vila perto da fronteira com o Zimbabwe, Musina. Damos uma volta, a vila é pequena e pagamos para dormir no Limpopo River Lodge no centro, fraquito (500 Rand sem pequeno – almoço), porque aparentemente todos os Hotéis e Lodges estão cheios com pessoal do Estado (Alfandegas, o número de imigrantes é enorme) – demos umas voltas em 5 ou 6 alojamentos diferentes. No Limpopo RL o jantar é servido no pátio, junto à piscina, debaixo de árvores frondosas; eu espetada, ela salada. Alguns estrangeiros, alguns brancos, alguns negros, conversa puxa conversa. E vamos dormir, não há mais paciência para canais TV e a cama não está mal!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

SEAT 16/17: 6 de Janeiro


Saímos do Hotel sem pequeno-almoço na sexta-feira, a Z foi tentar fazer umas compras. Eu fiquei de pé ao lado do carro numa sombra da segunda rua de Musina, comercial, muito movimento e muitos estrangeiros, negros e indianos; passa uma guarda, pergunta se sou o dono da viatura, “sim”, diz que tenho que pagar o parque; digo que que vou ja sair, paragem curta, não vou pagar; diz “ok”. A Z compra uma manta e é descriminada por ser “rasta”, tentativa de roubo até por uma Zimbabwe (?); as placas nas estradas dizem: não pare, zona de criminalidade alta! Seguimos para Beitbridge, fronteira com o Zimbabwe, onde passamos em beleza o controlo SA (apesar de uma inversão de marcha no meio dos arames farpados e dos camiões, por não levar a senha do carro) mas com algumas demoras, alguns “facilitadores” incomodados pela polícia (cheio), burocracias, visto (49 $US para mim, Z não precisa), taxa e carro (55 $US), do lado de lá. A fronteira aqui é o Rio Limpopo, atravessado por 3 pontes, viaturas, comboios e pessoas. Acabamos por passar sem mais. 




Estrada fraca, portagens a 2 $ USA = ZIMB (já tem dólar zimbabueano equiparado) muitíssimo frequentes; passamos Chamunanga, polícia manda parar, excesso de velocidade depois de ultrapassar um camião (90 km / hora, diz que ainda estamos dentro da localidade): não tem placa de limite, multa discutida porque não temos ainda dinheiro (fica em 10 $US). Passamos Mwenezi, Ngundu, polícia por o todo lado sempre, muitas cabras, burros e vacas à solta, até chegar perto de Masivingo onde estava a placa para o Grande Zimbabwe. Viramos à direita, fim de tarde, 18 km beleza, para visitar a Fortaleza e a Casa Principal. Pagamos 2 bilhetes (15 $ Zimb.), sem guia. Andamos bem, subimos o monte da fortaleza, vista magnífica, vastíssima, muitas ruínas imponentes, parte reconstruídas, muralhas, casas, passagens. 






Depois descemos para visitar a grande casa, onde viveu talvez o Monomotapa! Impressionante, embora não tão sofisticado como as ruínas Ziwa a Norte de Mutare: muralha exterior imponente, entradas singulares, muros de divisão, coluna a nascente. Seguimos para a cidade (Masvingo) onde chegamos já noite mas os ATMs não funcionam; depois de múltiplas tentativas, incluindo um super – mercado, tivemos que esperar uma hora em uma bomba de gasolina com POS Standard Bank para conseguir 40 $US e meti 31 $US de gasóleo. Seguimos para Norte em direcção a Harare, com uma tempestade medonha de chuva torrencial, vento e relâmpagos fortíssimos, a luz do 4x4 começa a piscar, passamos Mvuma, Chivhu, Featherstone, Beatrice. Sigo persistentemente seguro e concentrado, os lençóis de água atravessam a estrada e cobrem o carro, muitas vezes com visibilidade mínima. Chegámos às 24 h a Harare, quase deserta, avenidas largas, chove pouco; aproximamos o desconhecido centro da urbe, perguntamos por hotel, uma indicação de um lugar em conta mas mais fora e acabamos por ir dormir em um dos melhores hotéis do centro da cidade, Cresta Jameson Hotel. Edifício imponente, chek in para o quinto andar, uma suite bastante confortável: carro no parque interior com mulher guarda, elevador acompanhado do recepcionista, abrir as malas, surfar as cadeias televisivas, chá e café, duche e cama vasta!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Southern East African Tour 2016 - 17: 7 de Janeiro


Sábado na calma e depois de um bom pequeno-almoço melhorado no Cresta, Harare, meto gazóleo (25 USD) e compramos 2 cabeças de casal africano em pedras bonitas, numa rotunda com várias barracas e exposições de artesões, ainda dentro da cidade. Saímos da capital em direcção à fronteira de Tete; a polícia manda parar e diz que não tenho luz de presença e travão à esquerda atraz; explicamos que não temos dinheiro, ATMs não funcionam, por isso deixamos o país; ele deixa passar sem cobrar nada. Continuamos por Murewa, Mutoko até à fronteira em Nyamapanda. Passamos rápido o controlo de passaportes e viatura, não revistam, mas aparece um problema em Moçambique porque não trazemos o papel de exportação do carro. Pedimos desculpa, não fomos avisados em Namaacha, deixa passar mas avisa que está a informar para que não deva voltar a acontecer. Passamos Changara, depois Kuchaman e até Tete sem problemas, curvas e montes, estrada regular. Passamos pela entrada da ponte sobre o Zambeze (Dona Ana?) e continuamos lentamente para o centro; uma policia apita de traz e do lado esquerdo no passeio, no vi nada, a rua estaria bloqueada por algum acontecimento; passei lentamente. A cidade está bastante degradada, lembra um pouco Quelimane mas em maior e com uma relacao diferente com o Rio; damos uma volta, levanto dinheiro no ATM, encontramos um Hotel medíocre na rua principal, mesmo em frente a uma oficina; compro óleo e filtro e lâmpadas com o velhote (69 anos, Changan), acompanho o mecânico a outra oficina na periferia oeste, regressamos à oficina na rua principal: muda o óleo e o filtro e repara as 4 luzes em falta (preço em conta!). A luz intermitente do 4x4 tinha começado a piscar a noite passada durante a chuvada torrencial; o electricista não conseguiu resolver; vamos andando e ver, o 4X4 está a funcionar normal. Jantar razoável no Hotel, frango assado, eu com batata frita ela com chima, salada, uma cerveja. O quarto está sujo, mas tem casa de banho e ar condicionado, TV rasca, dá para descansar!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

SEAT 16 - 17: 8 de Janeiro




Saimos do Hotel, encher gazóleo e voltar para traz para apanhar a estrada para o Songo, Cahora Bassa, 160 km. As aldeias têm muitas palhotas redondas e o gado caprino e bovino abunda. Passamos á entrada de uma das minas de carvão e chegamos ao Songo, avistando montanhas imponentes. Vila sofisticada, engenharia hidro eléctrica notável, acidente geográfico espectacular. Lá no alto do monte, uma casa enorme, azul (dizem que pertence ao antigo Presidente, FEG!). Continuamos em direccao à barragem, mais montanha, passagem de novo colo e descida abrupta com muitas curvas. O quadro de floresta tropical em granito recente é incrível. Vamos descendo e chegamos à barragem de Cahora Bassa. Tem cancela fechada e um dos 2 guardas informa que é proibido circular em cima da barragem sem autorização e acompanhamento, de carro ou a pé e para isso teríamos que marcar com antecedência; descemos a montante até ao nível da água, onde estão vários barcos e dois seguranças; o diálogo presta múltiplas informações; debaixo da sombra curta de um catamaram em terra, cumpro o petisco frugal, mas essencial para estrada de montanha; chega uma canoa que deixa um residente da outra margem, com um saco à cabeça; irá vender a Songo; um enxame de borboletas coloridas poisa na lama. Voltamos pela sombra o mais possível, tiramos a fotografia de marca e a outra. Retomamos a estrada de regresso a subir e pouco acima, tem uma placa (aluguer de barcos); viramos à direita e saímos para uma estrada secundária, inicialmente de alcatrão, uma parte degradada, depois pista de pedra, para chegar a um lodje próximo (Ugezi Tiger Lodge), de um SA, com pouco movimento (vimos 10 clientes): bar, restaurante, bungalows, floresta, pesca desportiva, barcos, passeios para ver crocodilos e hipopotamos. Trazemos contacto e lista de preços. Voltamos para a nacional para Tete, atravessamos o Rio Zambeze numa bela ponte e paramos para encher o depósito e levantar dinheiro (5.000 Mt) na Galp de Moatize. A estrada está boa por aqui, anda-se bem. Passamos a mina de Moatize e chegamos à fronteira de Moçambique, Zobué; saímos sem problema, mas ao entrar no Malawi, inicia confusão; visto muito difícil, 1.500 Mt de corrupção mais os 50 $US, demora nos papeis do carro (desaparecem depois da Z ter levantado 10.000 Kwacha = 1.000 Mt no ATM e entregue no balcão), obrigam-nos a ficar a dormir no carro na fronteira, apesar dos muitos pedidos, idade, médico, professor etc.! Comemos pão, frutos e bebemos uma garrafa de vinho rosé que comprei na AS (regular)! Encontro um SA que mete conversa, pai do Lesotho mãe SA, 67 anos, de visita a um amigo no Malawi perto da fronteira com Moçambique; discutimos corrupção e más políticas dos governos africanos, estamos de acordo; ele tem uma quinta no Lesotho, deixada pelo avô, quer produzir forragens para rações, vacas e galinhas. Pede boleia, dizendo que com todas as verificações o autocarro não sairá dali antes das 12 ou 13 horas de amanhã; nao tem problema. Estamos de pé, no meio a rua, em frente ao edifício da fronteira. No chão perto, um grupo de mulheres deitadas conversa em Zulu muito animadas (são do mesmo autocarro do meu amigo). Despeço-me e vou deitar-me no banco do surf.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

SEAT 16 - 17: 9 de Janeiro



Segunda-feira, a Z acorda-me antes do sol aparecer, tratamos dos papéis da viatura e somos o primeiro carro a entrar no Malawi. Com o meu amigo a entrar de boleia logo depois do portão. Certinhos com a conduccao da Z passamos Mwanza (com placa à esquerda para Campo de Refugiados) até Blantyre; levanto no ATM 20.000 Kwacha (2.000 Mt), o SA compra 3 cervejas; pequeno-almoço no Wimpi, esta tudo caro; 100 K (10 Mt) de parque 15 minutos na rua principal (não tem arrumadores ou guardadores!). Eu fiquei já sem vontade de gastar 1 Kwacha mais neste país. Sigo ao volante para Limbe e Mulange, várias barreiras de polícia na estrada mas não mandam parar. Paramos mais à frente numa aldeia, duas ou três lojas; seguimos, quase perto da fronteira o amigo SA fica no cruzamento para a aldeia onde se dirige, numa “barraca” de paus e palha porque chove muito (depois de ter comprado um cartão de telemóvel e telefonado ao amigo para avisar que estava a chegar). Passamos as duas fronteiras rapidamente sem problemas e sem custos e em Milange tomamos o “almoço”, encontrando um velho colega da BS, Técnico de Medicina, agora a trabalhar no FW. A estrada está já melhorada, quase toda, até ao cruzamento de Mocuba (Muavula). Mais 60 km de lama, poças e mato nocturno, alguma chuva, lentamente até Malei. Depois estrada pista, avançamos rápidamente, chuva bastante até Namacurra e Nicoadala. Jantar em casa com frango hallal e cervejas da barraca, arroz, acompanhado na tribo com verdura e feijão.

Clima Matchwabo: casa 2.


10 de Janeiro

Terça-feira de manhã, saímos de Nicoadala, as machambas de arroz estão cheias de pessoas a trabalhar; céu nublado; vamos para Quelimane. Visito o H (alta singularidade Hindu e o meu único contacto deste tipo em Quelimane) na sua pequena loja, compro 3 CD de música MOZ classica, 3 filmes antigos em DVD por 100 Mt (total 450 Mt); cafe no Xeque-Mate, depois compras de comida e bebida no super-mercado Chinês. Regresso a Nicoadala, polícia não chateia, estrada regular, pouco movimento; está muito calor, em casa o carro fica à sombra da mangueira, quase ja sem frutos; jantar perto da ventoinha, conversas, filmes GoTV e descanso.





11 de Janeiro


Quarta-feira de manhã, vamos outra vez para Quelimane, tratar dos assuntos intrataveis. Transferencia... O O foi fazer exame de Química para acesso à V e esperamos que termine para regressar a Nicoadala. Ler os jornais na marginal, está um vento refrescante, algumas fotografias; os barcos vão e vem de Inhassunge com muita gente, carro nenhum. Paragem no Mercado Central para adquirir ameijoas e “todue” (uns búzios pequeninos do mar, com tons de azul, petisco) depois de ter comprado os sacos de gelo para o “colman”, para levar para Nampula. Regresso a Nicoadala sem história, um colega do O à boleia; à noite comemos um peixe bem assado com um branco fresco, 7 à mesa (com uma amiga da E). Conversa e ultimos acertos.





domingo, 22 de janeiro de 2017

SEAT 16/17: 12 de Janeiro

Como de costume a saída atraza para as 11:30 da manha, paragem em Mocuba para mata - bicho e cafe. Seguimos em frente, Z ate passar o controlo da PT, depois eu e um grupo de 5 militares manda parar na zona de desvio por terra da estrada; cumprimento em baixa velocidade e sigo. A Z retoma ao chegar a Nampevo, mas a polícia não manda parar. Passo para o volante 20 km à frente. Ananás e banana depois de Nampevo, paragem no Alto Molócue para uma sandes e uma chamussa com coca-cola. O Centro de Saúde de Alto Ligonha esta já todo reabilitado, bonito. Passamos a ponte sobre o Rio Ligonha e entramos na Provincia de Nampula, sempre a rolar. Jantar de porco assado com batata frita na Fábrica da Cerveja a entrada de Nampula, cerveja Impala (da fábrica) não tem; nao estava mal! Seguir 4 km e descarregar o carro às 20:30 em Marrere. Foram 7.500 km, 25 dias, 8 províncias de Moçambique, 5 países da África Austral Oriental. As pinturas rupestres dos pigmeus (Bushmen) da Swazilandia de 2.000 AC (há 4.000 anos), o Grande Zimbabwe no Zimbawe de 1.400 (há 600 anos), Cahora Bassa de 1960, há 60 anos. Uma volta histórica!





terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A origem de Nampula?

A Cidade de Nampula e pouco mais velha do que eu. Tem origem em uma fortificacao militar dos Portugueses que tinham tido muitas dificuldades (ate 1917) em dominar Mucuto Muno, o grande rei dos Namarrais!






Nampula parece vir do termo Wampula, que quer dizer "aqueles que passam durante a noite pela floresta sem serem vistos", um pequeno cla residente no actual centro da Provincia, um planalto rodeado de Inselbergs!

Parece ser a Provincia com maior grupo de praticantes Muculmanos, apesar das grandes obras cristas!










terça-feira, 18 de outubro de 2016

Historia ou romance de aventuras?

Depois de ter perdido duas obras carismáticas e simbólicas (O livro da vida e da morte de um Tibetano e o Livro de histórias de Salto de outros tempos do meu velho amigo Pepe) no último avião, estou agora a ler “A peregrinação e outras obras” do Fernão Mendes Pinto, revisto pelo António José Saraiva. Vale a pena. Às vezes para rir, outras quase para chorar; será verdade, será mentira? A distância entre as duas tornou-se infinita, com todos os graus de variação, na medida em que os Portugueses iniciaram a globalização líquida (sobre o mar). Fala da India e Indonésia, da China e do Japão. Nascido pouco depois do ano de 1500 o Fernão encontrou em 1544 a China e os Chineses que eram extremamente desenvolvidos comparativamente aos Portugueses e outros “Europeus”; só não sabiam determinar a longitude, ainda não conheciam o Cruzeiro do Sul e os juncos (15 vezes maiores do que as caravelas) só navegavam a favor do vento (os portugueses tinham descoberto a vela que permite avançar, sempre!). Divirtam-se!

Premio Universidade Saskatchewan para investigadores estudantes de Medicina com artigo publicado!









domingo, 2 de outubro de 2016

Gravidez na adolescia? Ja sabemos porque!







Interpretacao da tradicao oral escrita na Thora.

No Paraiso, Adao e Eva viviam a boa vida, so precisavam de colher, sem dificuldade, para se alimentar. Quando o Adao no Eden quis provar o fruto da arvore proibida (o conhecimento), descobriu que a relacao sexual resultava em uma crianca (dez luas depois, muito tempo, foi a mulher que lhe explicou, ele nem imaginava, estava longe); assim, ele e Eva cobriram os genitais e quando Deus chegou muito zangado disse: cometeram o pecado, estao expulsos do Paraiso! A partir de agora so irao comer o fruto do vosso trabalho e os vossos filhos serao alimentados pelo vosso suor! Aqui, a malta nunca pecou, nao foram expulsos do paraiso!