No fim da manhã (depois da E lavar alguma roupa e dar um jeito nas
coisas) saímos de Nicoadala para Quelimane; encontro um novo “velho” português
muçulmano no Delicias (estava o N também, chegado da África do Sul);
assunto carta de condução em curso (registo criminal, atestado médico e
fotografias ok, sai amanhã), voltar da parte da manhã; estava o F-C (oficina
fechada), o AP (a trabalhar agora para a Visão Mundial), o RH (ex Madal) e um dos filhos, cruzei também com o X (ainda na FGH
em Maputo). Deambular nas arcadas da arquitectura mestiça, colonial, tropical,
goence, calor bastante, os barquinhos no Bom Sinais. Regresso a Nicoadala sem mais, jantar
tranquilo em casa, um branco fresco!
segunda-feira, 29 de maio de 2017
domingo, 28 de maio de 2017
SEAT 20 de Dezembro 2016: baixa Zambezia.
De manhã cedo, ainda fresco, duche de caneca, breakfast frugal e toca no Surf para Quelimane com a C para a
Escola de Condução. Do INATER as notícias saem a conta gotas, horas
na avenida encostado ao 4x4, cumprimentam-se velhos conhecidos; entra e sai, na burocracia do sistema, as linhas curvam-se. Sair, nada a fazer. Deverei tirar a Carta de Pesados na Escola de Condução. Comer um bolo no “Delícias” e tomar um expresso. Bicicletas circulam por todo o lado, com e sem passageiro (e passageiros), parece na India. A cidade adormecida pedala. Regresso
a Nicoadala, rectas sobre elevadas entre as machambas de arroz, passo Ceramica, sem história. Em casa, as panteras portam-se bem, tudo tranquilo.
sexta-feira, 19 de maio de 2017
SEAT 21 Dezembro
De manhã pelas rectas multi quilometricas entre as machambas de arroz para a capital da Zambezia, Quelimane, para a Escola de Condução outra vez; vamos deixar passar tempo como aqui normalmente se faz; passar na volta, vir fazer o exame teórico;
veremos se há alguma evolução quando passarmos no regresso. Um cafe e descolagem no meio das bicicletas, engarrafamento das barracas e peoes do mercado depois da Sagrada, para Nicoadala, passando a Ceramica. Descarregar compras, acender carvao, abastecer agua, jantar de porco assado. Explico a distribuição das prendas de Natal ao O e
encomendo a tarefa de pôr as 3 panteras, pelo menos duas horas por dia, a
trabalhar sobre o livro de contos e sobre o livro da escola. A Z instrui os principios basicos e as recomendacoes de apoio. Descansar que amanha temos Rio Zambeze e Nhamapaza!
sábado, 13 de maio de 2017
SEAT 16 - 17: 22 de Dezembro
Saída de Nicoadala às 10h em direcção a Caia (tarde mas era previsto
ter tempo suficiente), para apanhar a “Coluna” das 14h. Passamos o “Zero”,
alguns soldados, Chimuara. V. ao volante para “muzungo” não complicar as
passagens nos militares. Atravessamos a ponte Emílio Guebuza sobre o Zambeze e
em Caia damos com a tropa abundante, alguns camiões, a coluna já perdemos
informa o Militar; damos 100 Mt e estamos a ir apanhar os últimos camiões – a loucura
rodoviária é total, estrada quase completamente destruída, grande velocidade,
ultrapassagens malucas, às vezes 3 camiões em paralelo na estrada / picada,
buracos e poças de água. Alguns militares perdidos em grupos de 3 a 6, muita
poeira, tiro algumas fotografias com cuidado – Matondo, vamos ultrapassando até
Nhamapaza, onde a carrinha da tropa / polícia (a dita cuja segurança da “coluna
militar” contra os ataques da Renamo) está a sair da estrada para parquear com
6 soldados (o carro é da Policia). Continuamos, estrada péssima, buracos atrás de buracos,
enormes, primeiras curvas da serra no fim de tarde e continuamos até à
Gorongosa para comer frango Hallal com Coca Cola! Telefono à F. a dizer que
passamos o bocado perigoso (!) e seguimos para Inchope; neste cruzamento
central, engarrafamento de camiões, desligar e muita paciência; para Este estrada
beneficiada em alguns troços outros em construção, outros péssimos –
Nhamatanda, Dondo e Beira onde chegámos à 1h da manhã. V. com ataque de
nervos por causa de um telefonema da F., faz uma fita, depois acalma e entra!
Cama que bom!
terça-feira, 9 de maio de 2017
SEAT 23 Dezembro 2016
Conversa de família, pôr a escrita em dia, últimas novidades e planos
(profissionais, regresso a Portugal, expansão familiar, residência); fazer
nada, portatil nao trouxe; comer um pouco, sumo e frutas tropicais. Sair de carro, algumas compras nas lojas da Beira, o básico, muita gente a circular, tuc tuc a passar. Parece-me que a cidade esta mais degradada, a chuva tropical nao perdoa!
SEAT 24 de Dezembro.
Piscina, far niente total, preparativos
para a Festa, participação da M. e da equipa da XPT.
Grande jantar, depois Pai Natal em acção (myself com apoio do Z de acolhedor
chefe de casa), o A. curtiu largo, depois distribuição de muitas prendas e
um teatro sobre o nascimento de Jesus de autoria da M. com actores
improvisados no momento (L, Z e os restantes colegas XPT!): muito nos
rimos!
domingo, 7 de maio de 2017
25 Dezembro 2016
Domingo ao vivo. Banho de mar na praia do complexo Chinês, com hotel,
casino, piscina, atrás do muro de pedra falsa, depois de passar a duna; pouca
gente, o mar está bem agitado mas com água de boa temperatura. Umas boas
braçadas para passar a rebentação e estou a boiar balançadamente! A fala de expectativas. W desafia as
ondas e Y tira fotos e pede mais! Jantar de Natal um bom bacalhau assado
no forno. O L está fixe, relaxado! Conversas amenas e o W a curtir as prendas!
sábado, 29 de abril de 2017
SEAT 26 Dezembro 2016
Acordo tarde. Depois do breakfast,
trânsito sereno na zona do Hospital Central da Beira e piscina ao fim da manhã
no Clube Náutico: umas leituras sumárias na sombra do chapéu de sol. As ondas
ligeiras do Índico estão pouco abaixo nas areias da praia. Um far niente total. Compra de alguns
essenciais e conversa. Jantar na casa da Mónica, apartamento de primeiro andar na
marginal, com seus colegas, equipa multinacional da MSF: uma comida brasileira inovadora
e agradável, muitas trocas de ideias e um debate sobre a cooperação estimulam a dialectica.
South East African Tour
27 de Dezembro de 2016
Terça-feira, depois da tolerância de ponto de ontem, ida ao Consulado
para validação da Carta de Condução, na tentativa de obter uma equivalência Moçambicana
depois no INATER em Nampula – 40 euro. Conversa com o Cônsul para informação
vital sobre a insegurança geral e os portugueses na paisagem. A “segunda cidade
de Moçambique” tem uma arquitectura colonial tropical extremamente característica.
Mas as chuvas fazem os seus estragos. No telejornal da noite o Djakama diz que
retira os homens 7 dias pela paz e pelas festas, que o exército deverá retirar
também, parar as colunas e respeitar o acordo de paz. Pode ser que amanhã
tenhamos sorte para passar em Muchungue (parece que a Coluna saí às 14 horas). Jantar
relax, conversa puxa conversa e fazer as malas.
terça-feira, 25 de abril de 2017
SEAT 28/12/16
Da Beira até Inchope quase 4 horas (a estrada estava péssima, agora uma
parte já está reabilitada), virar à esquerda para Sul. O ultrapassa o limite
de velocidade na localidade de Muda, PT manda parar, conversa, de 2.000 Mt de
multa paga 500 Mt; passamos Revue, Chiboma e Nova Golegã e chegamos a Muxungue.
A coluna hoje partiu às 11h e não às 14h como habitual. Não nos deixam sair. E
vira, ando até ao Banco (BCI), O negocia com o militar, 100 Mt, damos
boleia a 3 rapazes vestidos à civil (de várias forças militares), está a andar;
estrada com muitos, muitos buracos também, a fazer slaloon; vários stops com militares armados (3 a 5), conversa,
somos brothers, está a andar; ponte em reparação, 12 soldados com
4 fardas diferentes; parar na sombra, negociacoes em curso, muda-se de língua banto
conforme a patente; uma linguagem de poder é Changane; 100 Mt / pessoa,
atravessar a ponte; do outro lado, confusão, discussão, camaradas sabotam, este
é o nosso posto, a coisa está de carregador na AKTM, mais diálogo, vamos lá falar, deixa passar; até ao Rio Save (controlo, 100 Mt).
Mais uns Km de estrada média, Pande, Macovane; encher diesel, virar à esquerda
depois de deixar os 3 boleias militares no cruzamento, até Inhassoro a direito
Este calmamente em recta. Ao terceiro Lodge OK (1.800 Mt / noite sem pequeno-almoço),
em cima da praia. Jantar de peixe assado, muito bom, na esplanada de madeira
sobre a linha horizontal do Índico e das areias da praia (negócio de mulatos).
Noite quente!
quinta-feira, 13 de abril de 2017
SEAT, 29 de Dezembro 2016.
Dia de descanso e praia em Inhassoro, banho de mar com muitas algas, veleiros
a sair, muito sol, passagem no mercado e nas bancas, jogo de futebol, crianças,
jantar de peixe fresco na esplanada de madeira sobre a praia.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
SEAT; 30 de Dezembro 2016
Saída de Inhassoro, passamos Pambarra, Mapinhane, Unguana, Massinga,
longas rectas e paragem em Machixe frente a Inhambane para petiscar. Toda uma
paisagem litoral de terra verde – mar azul – terra e areia – mar deslumbrante. Z compra “rale”, um arco e uma esteira. Passamos Quissico, Zandamela, e cruzamos
com a tia F antes de chegar a Xai-Xai, onde ela se vai encontrar com a
moça que teve aquele último acidente de viação. Chove e continuamos a
atravessar Gaza noite dentro, Chissano, Macia, depois Maputo, Palmeira, Manhiça
e paramos para jantar bem num Hotel novo em Marracuene. Continuamos pela circular
de Maputo em direcção a Machava e Matola, saindo depois pelas ruas de poças e
areia do bairro, até encontrar a nova casa da A. Conversa e cama, foi uma longa viagem!
sábado, 18 de março de 2017
SEAT 2016 - 17: 31 de Dezembro 2016!
Sábado de manhã acordei tarde, uma volta no terreno da casa com vedação
de espinhosa; a s explica como o vizinho da esquerda procedeu à ocupação
indevida do terreno dela, construída uma casa de banho, uma fossa, uma segunda
casa de banho; não sabe como vai resolver o assunto; a Z foi fazer algumas
compras de prendas e outros para a malta aqui: F e 2 netos do primeiro
filho falecido, com uma irmã mais nova com duas miúdas pequenas. Saímos às 12 h,
em direcção de Matola Rio, a circular novissima está interrompida, saímos à esquerda
guiados por uns moços a andar e correr, muita lama, poças enormes, um conflito
de prioridade, alguma conversa, vamos passando; chegamos à antiga estrada para
Boane e paramos no O para dar duas de conversa; chegou com a mulher,
contamos as últimas novidades e oferece-nos mel. Começamos a subir
a montanha para Namaacha, paisagem simpatica e entramos na Swazilandia ao cair
da noite, depois de carimbar os passaportes (Moz e Swazi), pagar uma taxa do
carro (250 Mt, pagos com cartão Standard em 50 ZAR para a Swaziland Revenue
Autho Swaziland), ser revistados (a modos que) pelos Swazi e retirados alguns
frutos que a Z tinha guardado do que ofereceu à mãe (para plantar em
Nacala), além de pulverizarem a esteira; não reagiram ao arco e ás flechas.
Subimos mais à montanha, passamos Maphiveni, Simunye, Mpaka, Hhelehhele, descemos
do outro lado, percorremos uma planície estreita entre duas montanhas, damos
uma volta rápida em Manzini (a segunda cidade, duas avenidas ou ruas principais
e pouco mais) e rumamos à capital, Mbabane, onde descobrimos um hotel caro mas de estilo clássico melhorado, Mountain Inn Swaziland. Jantar razoável,
cerveja com gosto e nome local, vista espectacular,
quarto simpático, fogo-de-artifício e música (maioria de brancos estrangeiros).
Nem sequer pedimos Champanhe, havia Amarula e Whisky que tínhamos trazido, no
quarto bem confortável com uma vista espectacular para um vale sem fim!
segunda-feira, 13 de março de 2017
SEAT 2016 - 2017: 1 de Janeiro!
Domingo, depois de um óptimo pequeno-almoço e um banho na piscina do
Inn saímos para dar uma volta na Capital, Mbabane: tipo pequena cidade da Holanda, alguns predios de andares, pequena, o edificio mais singular a embaixada da China; alguns viadutos e vias mais ou menos rapias. Saimos para a fronteira norte, em direcção às pinturas rupestres (rock
paintings) de Nsangwini. Pelo caminho artesanato de pedra, bonito, muitos
animais, simples; estrada de montanha, passamos Motshane, Nkhaba, Forbes Reef e
saímos à direita, estrada secundária (MR 32); aparece uma albufeira
interessante com barragem e central eléctrica (Maguga Dam), estrada boa com muitas
curvas, paramos para umas fotografias; saímos mais à frente para a pista (está sinalizado)
e depois de 7 km chegamos a um pequeno largo e parque com cabana de paus e
pedras por cima, média montanha; chega uma rapariga fazendo sombra com a
capulana, informa e cobra bilhetes e temos uma visita guiada: subir o monte um
pouco, floresta média baixa, passar o colo de erva para Sul, descer ligeiramente
para o vale do mesmo rio da Barragem, abrir cancela (anda por ali o gado ovino
e caprino), carreiro de pedras a descer íngreme; à direita, de baixo de um
penedo de pala médio, em plataforma facilmente defensável (semelhante em forma
a Masuse, mas mais pequeno), estão as pinturas, abundantes em tons de vermelho
e preto.
A guia explica que seriam cerca de 30 pigmeus a viver ali há 4.000 anos
(2.000 aC); os “bushman” acreditavam em dois mundos, o ambiente e o do poder, e
quando não podiam resolver as situações reais, o “Xaman” pintava a cena.
Detalhes de animais (elefante, vacas), guerreiros; eles não tinham animais
domésticos, só colhiam e caçavam; quando os Bantos chegaram cerca de 1.100 dC (há
900 anos) traziam gado domesticado e os “Sam people” caçavam esse gado
provocando a guerra; os Banto traziam armas de ferro e os Bushman só tinham
paus e pedras; a derrota fez com que fugissem para os desertos do Botswana e Namíbia,
Calaari. Esta cena foi pintada.
Retomamos o Surf rumo a Piggs Peak, vastas
florestas de pinheiros e eucaliptos, bem geridas, parece uma paisagem europeia!
Procuramos um Lodje com parque e animais, em zona de floresta alta e densa,
pista de montanha; está cheio, os macacos aparecem, retomamos a picada de
floresta até Bulembu (MR20). Antiga aldeia mineira de Asbesto, traz-me imagens
da Borralha. Lodge muito simpático (Bulembu Country Lodge), recepção agradável,
dois jovens com uma moçambicana, fazem-nos uma visita guiada às instalações; jantar
(sem álcool), quarto confortável em suite espaçosa, jardim muito cuidado,
paisagem envolvente de alta montanha; pago 600 S adiantado; o
ambiente recria as minas da Borralha quando estavam a funcionar e a urbanidade
o modelo da HICA no Barroso dos anos 60. Aparentemente é um couto privado, em
que está em andamento um projecto de reabilitação, talvez incluindo ainda
mineração (ouro?); tem regulamentos especiais para os jovens residentes que
saem para estudar fora da comunidade (?). Consumo de álcool interdito e uma
forte componente cristã. Tudo limpo e muito calmo. Temperatura óptima.
quinta-feira, 2 de março de 2017
SEAT 2 de Janeiro 2017
Pequeno-almoço em ambiente familiar em Bulembu e saímos para a
fronteira da AS muito perto onde entramos sem problemas rapidamente, com dois
mapas regionais óptimos. Estamos na região de Mpumalanga, com um excelente
património e oferta turística. Esta zona liga com o Kruger Lowveld e Ehlanzeni,
com o Parque Nacional e muitas outras reservas de animais e de caça; o mapa
gratuito no posto fronteiriço mostra dezenas de alojamentos e circuitos
activos. Montanhas imponentes e uma interpretação geológica inédita, com
exemplos de apoio (rochas de todos os tipos e épocas da evolução da terra,
algumas consideradas das mais antigas do mundo). Muitas curvas e muitas descidas,
bem inclinadas, travão a fraquejar, até Barberton, vila média bem arranjada.
Meter gasóleo (650 ZAR, Coach Motors) que aqui é mais caro que em Moçambique e
levantar dinheiro no ATM (1.000 ZAR); enganamo-nos na saída, perguntamos, meia
volta, passamos Badplaas, direcção Carolina e depois de Hendrina apanho a
auto-estada N12 até Joanesburgo, sempre a andar bem, muito movimento, grandes
motas em grupos. Mais lentamente pela avenida principal até ao centro da cidade.
Muito sujo, carradas de lixo por todo o lado, prédios bastante degradados, muita
gente na rua em movimento, outros sentados ou deitados, consumo de cervejas e
drogas á vista de todos, muitos “pobres”! Encontro no terminal rodoviário e ferroviário
central com o tio K e o primo. Vamos até Bluefontein, South Gate atrás do
carro deles, cruzando a cidade para Este. Algumas vias rápidas para chegar
depois a uma casa num prado extenso, um pouco degradada, do outro lado da maior
prisão da África do Sul. Bom acolhimento, casal, uma neta, duas filhas e três
rapazes (um mora ao lado em outra casa com a mulher e a filha); matar saudades,
conversa puxa conversa, jantar de frango e dormida (no quarto dos donos, penso).
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
SEAT 3 de Janeiro
Joanesburgo, Bluefontein, South Gate. Está a neta, o filho e a filha
mais novos; inicio uma batucada com paus, lata, tábuas, taça, desafio à prática,
eles implicam-se e tiramos umas fotografias. Levanto líquido ali próximo 1.000
ZAR no ATM (5.000 Mt) com o filho mais novo, adquiro alguns comestíveis em um
mini – mercado de um Madeirense e vinho para o jantar em um “bottle store” ali
perto. Depois vou com o A para uma oficina, ver o que se passa com um chiar
na roda esquerda da frente que começou ontem na descida das montanhas;
desmontam, está cheio de lama seca e tem vários problemas; necessita reparação do
braço e ponteira de direcção da roda esquerdos, mudar 2 amortecedores para trás,
calces de travões nas quatro rodas do TS, que levou uma tareia das
grandes em Nhamapasa e Mochungue, sem contar os últimos rios de matope da
Matola e as picadas florestais da Swazilandia! A oficina muito moderna em zona
chique com várias superfícies comerciais, chama-se Supa Quick (indianos de
terceira geração). Vão encomendar amortecedores, o carro só estará pronto
amanhã. Vamos dar uma volta a pé; o quadro urbano lembra a Belgica ou a Holanda;
passamos num centro comercial com várias lojas só de “unhas”, oferecem-me um
café free num “internet café”, visitamos o Casino muito “fashion” com o Pedro vestido de trabalho e eu de calções, chinelas
e chapéu de palha... Muito movimento, muitos jogadores, homens e mulheres, slot machines, poker e outros, lojas caras, restaurantes
e bares chiques, dependências bancárias. Compro um mapa da África do Sul e
saímos. Passamos ao lado do Museu do Apartheid. Regressamos à oficina e depois
para a quinta de boleia com o filho do A que nos veio buscar. Mesmo ao
lado, a maior cadeia da África do Sul, com 3 andares subterrâneos mais três em
altura; sempre muito animada (som!). A Z actua na gastronomia; jantar inovador
(para eles), muita conversa familiar e dormida em
casa sem mais.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
SEAT 4 de Janeiro 2017
Quarta-feira, Joanesburgo, Bluefontein, South Gate. Manhã na quinta, despreocupação
total e descanso geral. A Z foi às compras com o primo, vinha com aquela
ideia de arranjar um ecrã para o tablet (a recomendação é que é muito caro, não
vale a pena!) mas acabou encontrando um "profeta" (adivinhador) Zionista. Com o A seguimos de chapa para a oficina e a reparação do TS só foi concluída a
meio da tarde, depois de termos já dado uma volta e bebido uma coca num Wimpy! E vai 650 Euro. O dono dá uma volta conosco a conduzir e a acelerar. Encho
de gasóleo para sair amanhã. Vou comprar vinho e fruta na lojinha
perto, do Madeirense (aqui viveu 30 anos). Jantar, conversas de família e dormida já tarde.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
SEAT, 5 de Janeiro.
Arrumar a tralha no carro, despedir da família e saímos quinta-feira de
Joanesburgo cerca das 10 h logo ali pela circular periférica, “nice motor way” da
South Gate em direcção a Norte. Muitos viadutos e muito trânsito, um pouco para
Oeste e pouco depois na auto-estrada N1 em direcção a Pretoria. Paramos para
levantar dinheiro (1.000 ZAR) e comprar o básico (àgua, sumo, snacks). A Z passa para o volante, anda bem, ladeamos Temba até Bela-Bela, sempre longas rectas e
grande planície, com agricultura industrializada; acaba a auto-estrada mas a
estrada continua bastante boa; paramos para provar uns frutos encarnados selvagens que
vendem moços nas bermas; tem um caroço grande mas é bom (uma mistura de lichie
e nêspera do tamanho e cor de um rabanete). São muitos quilómetros mas andamos rápido
passando Mookgphong, Mokopane, Polokwane, sempre com pagamento de portagens em
Rands (= 5 Mt), atravessando o país na vertical direcção Norte. Nova cadeia
montanhosa que subimos e atravessamos no colo, túneis, falésias vermelhas e nova planície
mais alta, até chegar à última vila perto da fronteira com o Zimbabwe, Musina.
Damos uma volta, a vila é pequena e pagamos para dormir no Limpopo River Lodge
no centro, fraquito (500 Rand sem pequeno – almoço), porque aparentemente todos
os Hotéis e Lodges estão cheios com pessoal do Estado (Alfandegas, o número de
imigrantes é enorme) – demos umas voltas em 5 ou 6 alojamentos diferentes. No
Limpopo RL o jantar é servido no pátio, junto à piscina, debaixo de árvores
frondosas; eu espetada, ela salada. Alguns estrangeiros, alguns brancos,
alguns negros, conversa puxa conversa. E vamos dormir, não há mais paciência
para canais TV e a cama não está mal!
sábado, 4 de fevereiro de 2017
SEAT 16/17: 6 de Janeiro
Saímos do Hotel sem pequeno-almoço na sexta-feira, a Z foi tentar
fazer umas compras. Eu fiquei de pé ao lado do carro numa sombra da segunda rua
de Musina, comercial, muito movimento e muitos estrangeiros, negros e indianos;
passa uma guarda, pergunta se sou o dono da viatura, “sim”, diz que tenho que
pagar o parque; digo que que vou ja sair, paragem curta, não vou pagar; diz
“ok”. A Z compra uma manta e é descriminada por ser “rasta”, tentativa de
roubo até por uma Zimbabwe (?); as placas nas estradas dizem: não pare, zona de
criminalidade alta! Seguimos para Beitbridge, fronteira com o Zimbabwe, onde
passamos em beleza o controlo SA (apesar de uma inversão de marcha no meio dos arames farpados
e dos camiões, por não levar a senha do carro) mas com algumas demoras, alguns
“facilitadores” incomodados pela polícia (cheio), burocracias, visto (49 $US
para mim, Z não precisa), taxa e carro (55 $US), do lado de lá. A fronteira
aqui é o Rio Limpopo, atravessado por 3 pontes, viaturas, comboios e pessoas. Acabamos
por passar sem mais.
Estrada fraca, portagens a 2 $ USA = ZIMB (já tem dólar zimbabueano equiparado) muitíssimo frequentes; passamos Chamunanga, polícia manda parar, excesso de velocidade depois de ultrapassar um camião (90 km / hora, diz que ainda estamos dentro da localidade): não tem placa de limite, multa discutida porque não temos ainda dinheiro (fica em 10 $US). Passamos Mwenezi, Ngundu, polícia por o todo lado sempre, muitas cabras, burros e vacas à solta, até chegar perto de Masivingo onde estava a placa para o Grande Zimbabwe. Viramos à direita, fim de tarde, 18 km beleza, para visitar a Fortaleza e a Casa Principal. Pagamos 2 bilhetes (15 $ Zimb.), sem guia. Andamos bem, subimos o monte da fortaleza, vista magnífica, vastíssima, muitas ruínas imponentes, parte reconstruídas, muralhas, casas, passagens.
Depois descemos para visitar a grande casa, onde viveu talvez o Monomotapa! Impressionante, embora não tão sofisticado como as ruínas Ziwa a Norte de Mutare: muralha exterior imponente, entradas singulares, muros de divisão, coluna a nascente. Seguimos para a cidade (Masvingo) onde chegamos já noite mas os ATMs não funcionam; depois de múltiplas tentativas, incluindo um super – mercado, tivemos que esperar uma hora em uma bomba de gasolina com POS Standard Bank para conseguir 40 $US e meti 31 $US de gasóleo. Seguimos para Norte em direcção a Harare, com uma tempestade medonha de chuva torrencial, vento e relâmpagos fortíssimos, a luz do 4x4 começa a piscar, passamos Mvuma, Chivhu, Featherstone, Beatrice. Sigo persistentemente seguro e concentrado, os lençóis de água atravessam a estrada e cobrem o carro, muitas vezes com visibilidade mínima. Chegámos às 24 h a Harare, quase deserta, avenidas largas, chove pouco; aproximamos o desconhecido centro da urbe, perguntamos por hotel, uma indicação de um lugar em conta mas mais fora e acabamos por ir dormir em um dos melhores hotéis do centro da cidade, Cresta Jameson Hotel. Edifício imponente, chek in para o quinto andar, uma suite bastante confortável: carro no parque interior com mulher guarda, elevador acompanhado do recepcionista, abrir as malas, surfar as cadeias televisivas, chá e café, duche e cama vasta!
Estrada fraca, portagens a 2 $ USA = ZIMB (já tem dólar zimbabueano equiparado) muitíssimo frequentes; passamos Chamunanga, polícia manda parar, excesso de velocidade depois de ultrapassar um camião (90 km / hora, diz que ainda estamos dentro da localidade): não tem placa de limite, multa discutida porque não temos ainda dinheiro (fica em 10 $US). Passamos Mwenezi, Ngundu, polícia por o todo lado sempre, muitas cabras, burros e vacas à solta, até chegar perto de Masivingo onde estava a placa para o Grande Zimbabwe. Viramos à direita, fim de tarde, 18 km beleza, para visitar a Fortaleza e a Casa Principal. Pagamos 2 bilhetes (15 $ Zimb.), sem guia. Andamos bem, subimos o monte da fortaleza, vista magnífica, vastíssima, muitas ruínas imponentes, parte reconstruídas, muralhas, casas, passagens.
Depois descemos para visitar a grande casa, onde viveu talvez o Monomotapa! Impressionante, embora não tão sofisticado como as ruínas Ziwa a Norte de Mutare: muralha exterior imponente, entradas singulares, muros de divisão, coluna a nascente. Seguimos para a cidade (Masvingo) onde chegamos já noite mas os ATMs não funcionam; depois de múltiplas tentativas, incluindo um super – mercado, tivemos que esperar uma hora em uma bomba de gasolina com POS Standard Bank para conseguir 40 $US e meti 31 $US de gasóleo. Seguimos para Norte em direcção a Harare, com uma tempestade medonha de chuva torrencial, vento e relâmpagos fortíssimos, a luz do 4x4 começa a piscar, passamos Mvuma, Chivhu, Featherstone, Beatrice. Sigo persistentemente seguro e concentrado, os lençóis de água atravessam a estrada e cobrem o carro, muitas vezes com visibilidade mínima. Chegámos às 24 h a Harare, quase deserta, avenidas largas, chove pouco; aproximamos o desconhecido centro da urbe, perguntamos por hotel, uma indicação de um lugar em conta mas mais fora e acabamos por ir dormir em um dos melhores hotéis do centro da cidade, Cresta Jameson Hotel. Edifício imponente, chek in para o quinto andar, uma suite bastante confortável: carro no parque interior com mulher guarda, elevador acompanhado do recepcionista, abrir as malas, surfar as cadeias televisivas, chá e café, duche e cama vasta!
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Southern East African Tour 2016 - 17: 7 de Janeiro
Sábado na calma e depois de um bom pequeno-almoço melhorado no Cresta,
Harare, meto gazóleo (25 USD) e compramos 2 cabeças de casal africano em pedras
bonitas, numa rotunda com várias barracas e exposições de artesões, ainda
dentro da cidade. Saímos da capital em direcção à fronteira de Tete; a polícia
manda parar e diz que não tenho luz de presença e travão à esquerda atraz;
explicamos que não temos dinheiro, ATMs não funcionam, por isso deixamos o
país; ele deixa passar sem cobrar nada. Continuamos por Murewa, Mutoko até à
fronteira em Nyamapanda. Passamos rápido o controlo de passaportes e viatura, não
revistam, mas aparece um problema em Moçambique porque não trazemos o papel de
exportação do carro. Pedimos desculpa, não fomos avisados em Namaacha, deixa passar
mas avisa que está a informar para que não deva voltar a acontecer. Passamos Changara,
depois Kuchaman e até Tete sem problemas, curvas e montes, estrada regular. Passamos
pela entrada da ponte sobre o Zambeze (Dona Ana?) e continuamos lentamente para
o centro; uma policia apita de traz e do lado esquerdo no passeio, no vi nada,
a rua estaria bloqueada por algum acontecimento; passei lentamente. A cidade
está bastante degradada, lembra um pouco Quelimane mas em maior e com uma
relacao diferente com o Rio; damos uma volta, levanto dinheiro no ATM, encontramos um Hotel medíocre na rua principal, mesmo em frente a uma
oficina; compro óleo e filtro e lâmpadas com o velhote (69 anos, Changan), acompanho
o mecânico a outra oficina na periferia oeste, regressamos à oficina na rua
principal: muda o óleo e o filtro e repara as 4 luzes em falta (preço em conta!).
A luz intermitente do 4x4 tinha começado a piscar a noite passada durante a
chuvada torrencial; o electricista não conseguiu resolver; vamos andando e ver,
o 4X4 está a funcionar normal. Jantar razoável no Hotel, frango assado, eu com
batata frita ela com chima, salada, uma cerveja. O quarto está sujo, mas tem
casa de banho e ar condicionado, TV rasca, dá para descansar!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
SEAT 16 - 17: 8 de Janeiro
Saimos do Hotel, encher gazóleo e voltar para traz para apanhar a
estrada para o Songo, Cahora Bassa, 160 km. As aldeias têm muitas palhotas
redondas e o gado caprino e bovino abunda. Passamos á entrada de uma das minas
de carvão e chegamos ao Songo, avistando montanhas imponentes. Vila
sofisticada, engenharia hidro eléctrica notável, acidente geográfico espectacular.
Lá no alto do monte, uma casa enorme, azul (dizem que pertence ao antigo
Presidente, FEG!). Continuamos em direccao à barragem, mais montanha, passagem
de novo colo e descida abrupta com muitas curvas. O quadro de floresta tropical
em granito recente é incrível. Vamos descendo e chegamos à barragem de Cahora
Bassa. Tem cancela fechada e um dos 2 guardas informa que é proibido circular
em cima da barragem sem autorização e acompanhamento, de carro ou a pé e para
isso teríamos que marcar com antecedência; descemos a montante até ao nível da
água, onde estão vários barcos e dois seguranças; o diálogo presta múltiplas
informações; debaixo da sombra curta de um catamaram em terra, cumpro o petisco
frugal, mas essencial para estrada de montanha; chega uma canoa que deixa um residente
da outra margem, com um saco à cabeça; irá vender a Songo; um enxame de
borboletas coloridas poisa na lama. Voltamos pela sombra o mais possível,
tiramos a fotografia de marca e a outra. Retomamos a estrada de regresso a
subir e pouco acima, tem uma placa (aluguer de barcos); viramos à direita e
saímos para uma estrada secundária, inicialmente de alcatrão, uma parte
degradada, depois pista de pedra, para chegar a um lodje próximo (Ugezi Tiger
Lodge), de um SA, com pouco movimento (vimos 10 clientes): bar, restaurante, bungalows,
floresta, pesca desportiva, barcos, passeios para ver crocodilos e hipopotamos.
Trazemos contacto e lista de preços. Voltamos para a nacional para Tete,
atravessamos o Rio Zambeze numa bela ponte e paramos para encher o depósito e
levantar dinheiro (5.000 Mt) na Galp de Moatize. A estrada está boa por aqui,
anda-se bem. Passamos a mina de Moatize e chegamos à fronteira de Moçambique, Zobué;
saímos sem problema, mas ao entrar no Malawi, inicia confusão; visto muito
difícil, 1.500 Mt de corrupção mais os 50 $US, demora nos papeis do carro
(desaparecem depois da Z ter levantado 10.000 Kwacha = 1.000 Mt no ATM e
entregue no balcão), obrigam-nos a ficar a dormir no carro na fronteira, apesar
dos muitos pedidos, idade, médico, professor etc.! Comemos pão, frutos e bebemos
uma garrafa de vinho rosé que comprei na AS (regular)! Encontro um SA que mete
conversa, pai do Lesotho mãe SA, 67 anos, de visita a um amigo no Malawi perto
da fronteira com Moçambique;
discutimos corrupção e más políticas dos governos africanos, estamos de acordo;
ele tem uma quinta no Lesotho, deixada pelo avô, quer produzir forragens para
rações, vacas e galinhas. Pede boleia, dizendo que com todas as verificações o
autocarro não sairá dali antes das 12 ou 13 horas de amanhã; nao tem problema. Estamos de pé, no meio a rua, em frente ao edifício
da fronteira. No chão perto, um grupo de mulheres deitadas conversa em Zulu
muito animadas (são do mesmo autocarro do meu amigo). Despeço-me e vou deitar-me no banco do surf.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
SEAT 16 - 17: 9 de Janeiro
Segunda-feira, a Z acorda-me antes do sol aparecer, tratamos dos papéis da viatura e somos
o primeiro carro a entrar no Malawi. Com o meu amigo a entrar de boleia logo
depois do portão. Certinhos com a conduccao da Z passamos Mwanza (com placa à esquerda
para Campo de Refugiados) até Blantyre; levanto no ATM 20.000 Kwacha (2.000 Mt),
o SA compra 3 cervejas; pequeno-almoço no Wimpi, esta tudo caro; 100 K (10 Mt) de parque 15 minutos na rua principal (não tem
arrumadores ou guardadores!). Eu fiquei já sem vontade de gastar 1 Kwacha mais
neste país. Sigo ao volante para Limbe e Mulange, várias barreiras de polícia
na estrada mas não mandam parar. Paramos mais à frente numa aldeia, duas ou
três lojas; seguimos, quase perto da fronteira o
amigo SA fica no cruzamento para a aldeia onde se dirige, numa “barraca” de
paus e palha porque chove muito (depois de ter comprado um cartão de telemóvel
e telefonado ao amigo para avisar que estava a chegar). Passamos as duas
fronteiras rapidamente sem problemas e sem custos e em Milange tomamos o
“almoço”, encontrando um velho colega da BS, Técnico de Medicina, agora a
trabalhar no FW. A estrada está já melhorada, quase toda, até ao cruzamento
de Mocuba (Muavula). Mais 60 km de lama, poças e mato nocturno, alguma chuva,
lentamente até Malei. Depois estrada pista, avançamos rápidamente, chuva
bastante até Namacurra e Nicoadala. Jantar em casa com frango hallal e cervejas
da barraca, arroz, acompanhado na tribo com verdura e feijão.
Clima Matchwabo: casa 2.
10 de Janeiro
Terça-feira de manhã, saímos de Nicoadala, as machambas de arroz estão
cheias de pessoas a trabalhar; céu nublado; vamos para Quelimane. Visito o H (alta singularidade Hindu e o meu único contacto deste tipo em Quelimane) na
sua pequena loja, compro 3 CD de música MOZ classica, 3 filmes antigos em DVD por 100 Mt
(total 450 Mt); cafe no Xeque-Mate, depois compras de comida e bebida no super-mercado
Chinês. Regresso a Nicoadala, polícia não chateia, estrada
regular, pouco movimento; está muito calor, em casa o carro fica à sombra da mangueira, quase ja sem frutos;
jantar perto da ventoinha, conversas, filmes GoTV e descanso.
11 de Janeiro
Quarta-feira de manhã, vamos outra vez para Quelimane, tratar dos assuntos intrataveis. Transferencia... O O foi fazer exame de Química para
acesso à V e esperamos que termine para regressar a Nicoadala. Ler os
jornais na marginal, está um vento refrescante, algumas fotografias; os barcos
vão e vem de Inhassunge com muita gente, carro nenhum. Paragem no Mercado
Central para adquirir ameijoas e “todue” (uns búzios pequeninos do mar, com
tons de azul, petisco) depois de ter comprado os sacos de gelo para o “colman”,
para levar para Nampula. Regresso a Nicoadala sem história, um colega do O à boleia; à noite comemos um peixe bem assado com um branco fresco, 7 à mesa
(com uma amiga da E). Conversa e ultimos acertos.
domingo, 22 de janeiro de 2017
SEAT 16/17: 12 de Janeiro
Como de costume a saída atraza para as 11:30 da manha, paragem em
Mocuba para mata - bicho e cafe. Seguimos em frente, Z ate passar o controlo da PT, depois eu e um grupo de 5 militares manda parar na zona de desvio por terra da estrada; cumprimento em baixa velocidade e sigo. A Z retoma ao chegar a Nampevo,
mas a polícia não manda parar. Passo para o volante 20 km à frente. Ananás e banana
depois de Nampevo, paragem no Alto Molócue para uma sandes e uma chamussa com
coca-cola. O Centro de Saúde de Alto Ligonha esta já todo reabilitado, bonito. Passamos a ponte sobre o Rio Ligonha e entramos na Provincia de Nampula, sempre a rolar. Jantar de porco assado com batata frita na Fábrica da Cerveja a entrada de Nampula, cerveja Impala
(da fábrica) não tem; nao estava mal! Seguir 4 km e descarregar o carro às 20:30 em Marrere. Foram 7.500 km, 25 dias, 8 províncias de Moçambique, 5
países da África Austral Oriental. As pinturas rupestres dos pigmeus (Bushmen)
da Swazilandia de 2.000 AC (há 4.000 anos), o Grande Zimbabwe no Zimbawe de
1.400 (há 600 anos), Cahora Bassa de 1960, há 60 anos. Uma volta histórica!
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
A origem de Nampula?
A Cidade de Nampula e pouco mais velha do que eu. Tem origem em uma fortificacao militar dos Portugueses que tinham tido muitas dificuldades (ate 1917) em dominar Mucuto Muno, o grande rei dos Namarrais!
Nampula parece vir do termo Wampula, que quer dizer "aqueles que passam durante a noite pela floresta sem serem vistos", um pequeno cla residente no actual centro da Provincia, um planalto rodeado de Inselbergs!
Parece ser a Provincia com maior grupo de praticantes Muculmanos, apesar das grandes obras cristas!
terça-feira, 18 de outubro de 2016
Historia ou romance de aventuras?
Depois de ter perdido duas obras carismáticas e simbólicas (O
livro da vida e da morte de um Tibetano e o Livro de histórias de Salto de outros tempos do
meu velho amigo Pepe) no último avião, estou agora a ler “A peregrinação e
outras obras” do Fernão Mendes Pinto, revisto pelo António José Saraiva. Vale a pena. Às vezes para
rir, outras quase para chorar; será verdade, será mentira? A distância entre as
duas tornou-se infinita, com todos os graus de variação, na medida em que os
Portugueses iniciaram a globalização líquida (sobre o mar). Fala da India e
Indonésia, da
China e do Japão. Nascido pouco depois do ano de 1500 o Fernão encontrou em
1544 a China e os Chineses que eram extremamente desenvolvidos comparativamente
aos Portugueses e outros “Europeus”; só não sabiam determinar a longitude, ainda
não conheciam o Cruzeiro do Sul e os juncos (15 vezes maiores do que as
caravelas) só navegavam a favor do vento (os portugueses tinham descoberto a
vela que permite avançar, sempre!). Divirtam-se!
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