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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Liberation wars






In southern Africa, the fortress of white power began to crumble. During the 1960s, nationalist movements launched a succession of guerrilla wars to oust the Portuguese from Angola, Mozambique and Guinea – Bissau, a small west African colony, using neighbouring African territories as bases from which to recruit and train supporters and to gather arms. Guerrilla attacks were confined initially to border areas but steadily spread. The drain of fighting three simultaneous wars sapped Portuguese manpower and morale and led to growing disaffection among the officer corps and army conscripts. In April 1974, the Portuguese militar seized power in Lisbon and promptly opened negotiations to withdraw from Africa. In Guinea – Bissau, negotiations were conducted relatively swiftly. By September 1974, Guinea – Bissau was recognised as na independent republic. But the transition to Independence in both Mozambique and Angola was marked by confusion and chaos.



In Mozambique, the entire colonial administration felt into disarray. As Portuguese forces withdrew from the field, Frelimo guerrillas poured into areas of central Mozambique unopposed. Frightened by Frelimo’s revolutionary rhetoric and fearing revenge attacks, hundreds of white settlers in rural areas abandoned their homes and fled to the coast. A mass exodus of whites was soon underway. In protracted negotiations with the Portuguese, Frelimo demanded recognition as the “sole legitimate representative of the Mozambique people” and the uncondinional transfer of power without prior elections. The outcome was that in September 1974 Portugal agreed to hand over power exclusively to Frelimo after a nine-month transition period. The white exodus gathered pace. By the time that Mozambique gained its Independence in June 1975, the country had lost not only most of its administrators and officials, but also managers, technicians, artisans and shopkeepers. In all some 200.000 whites fled Mozambique, abandoning farms, factories and homes.



Undaunted by the crippling loss of skilled manpower, Frelimo’s leader Samora Machel embarked on a programme of revolutionary action intended to transform Mozambique into a Marxist – Leninist state. In a series of decrees, Frelimo nationalised plantations and businesses; introduced central economic planning; and ordered collective agricultural production. With similar fervour, Machel sought to root out “traditional” customs and land practices and to eliminat the influence of chiefs and headmen. The Catholic Church and its adherents were another target. Frelimo ordered an end to public religious festivals, took over church property and terminated church involvement in education and marriage. Traditional religions were also denounced. The consequences were disastrous. Machel’s policies provoked widespread discontent that eventually helped fuel fifteen years of civil war.



The transition in Angola was even more turbulent. Three rival nationalist factions fought among themselves to gain power, transforming a colonial war into a civil war, causing the flight of almost the entire white population and drawing the Soviet Union and the United States into a perilous Cold War confrontation by proxy. What was at stake was control of Angola’s oilfields and diamond mines.



All three factions relied for support from diferente ethnic groups. The home base of Holden Roberto’s FNLA was Bakongo territory in northern Angola. Agostinho Neto’s MPLA was rooted in Kimbundu areas around the capital, Luanda. Jonas Savimbi’ Unita movement gained a following among the Ovimbundu in the central highland districts of Huambo and Bié. All three factions were weak and disorganised. They made no serious effort to reach a negotiated settlement but instead looked to foreign sponsors to give them supremacy.



In the ínterim, the Portuguese attempted to organize a coalition government to prepare the way for elections and Independence in November 1975. But shortly after it was set up in January 1975, the coalition collapsed amid heavy fighting in Luanda. Supplied by weapons from the Soviet Union, the MPLA drove the FNLA and Unita out of Luanda and gained tentative control of other urban áreas. A mass exodus of 300,000 followed, causing the colapse of government services and the economy. As Independence day approached, the United States and South Africa threw their weight behind the FNLA and Unita in a concerted effort to prevent the MPLA from taking power in Luanda. South African forces invaded from South – west Africa, aiming to link up with the FNLA in an assault on the capital. What saved the MPLA from defeat was a massive intervention by the Soviet Union and the arrival of thousands of Cuban troops. An intermitent civil war continued for the next twenty-seven years.



The colapse of Portugal’s African empire presented new dangers for the white rulers of Rhodesia. Small bands of nationalist guerrillas had been infiltrating across the northern border from basis in Zambia and Mozambique’s Tete province since 1972, but the government’s counter – insurgency mesures had been largely successful in containing them. To help shore up Rhodesia’s defenses, South Africa had dispatched large numbers of combat police to the area, regarding the Zambezi river rather than the Limpopo as its own frontier line. But the end of the Portugueses rule meant that Rhodesia’s entire eastern border, some 760 miles long, was now vulnerable to infiltration by guerrilla groups operating freely from bases in Mozambique.”



Martin Meredith. The fortunes of Africa, a 5,000 year history of wealth, greed and endeavour. Simon & Schuster, London, 2014.  

19 de Abril, 2019

O IDAI continua a ser tema de comunicação permanente, milhares de pessoas ainda perdidas, prejuízos incalculáveis, milhões de meticais, dolars e euros.


A entrar também apoios, com dezenas de aviões mensais a trazer todo o tipo de consumíveis e equipamentos, hospitais de campanha, material escolar, sei lá! Em todo o país decorre a onda de solidariedade. 



2019, Abril dia 11



Ontem falhei a aeróbica, fui comprar um tinteiro para imprimir a folha de contabilidade do 1º trimestre para o IRPC, comprei o livro de Português da 11ª para a M mais laranjas e limões.



Tomei café com o F no Atlântico (que me fez a história negra com uma Inhambane com 2 filhos, 7 anos, golpada), fui jantar com a O para fazer o ponto da situação, apareceu o Z (Opto.) com outro cromo cheio de aventuras fantasma (a O confirmou a chulice, renda especulativa, conversa da treta), back home, tudo na boa!

That's Whampula!


sexta-feira, 7 de junho de 2019

Kwyto!


Quaitó = Kwaitó = african house: just arrived!

TROTE GERÊS, UM MODELO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


TG



1. GÉNESE

Neto de emigrantes no final da primeira guerra mundial, um estudante de medicina inicia um diagnóstico – plano de saúde participativo na freguesia de Cabril em 1981. Com o contributo de estudantes das áreas da educação e cultura e das actividades económicas, nacionais e estrangeiros, editam em 1983 o plano “Cabril, ensaio para um projecto de desenvolvimento local integrado”.


O Grupo Cultural Artístico e Desportivo de Cabril, criado em 84, reunindo 30 jovens locais activos em mais de 100 associados, desenvolve várias actividades: desportivas (campeonatos de futebol inter aldeias e inter freguesias, corridas de cavalos, provas de natação, jogos tradicionais), artísticas (atelier de máscaras, exposição itinerante de fotografia, teatro infantil e juvenil, ateliers de dança) e culturais (biblioteca, exposição de rochas e minerais, projecção de cinema transmontano, realização de documentários e filmes audio-visuais, encontro de medicina tradicional), e ainda formação dos apicultores locais em apicultura móvel e a organização da Primeira Assembleia dos Povos do Parque Nacional da Penêda-Gerês. Todas estas actividades realizam-se com os contributos individuais, seja, grande parte de auto-financiamento, beneficiando da cedencia de instalações (escolas primárias, Juntas de Freguesia, Centro Paroquial).


O movimento gerado na Freguesia de Cabril e arredores resulta do contributo de várias pessoas, em espécie e trabalho, ideias e propostas. O turismo de massas é prejudicial e destroi os ecosistemas. Mas o património natural do Parque Nacional da Penêda-Gerês e a riqueza cultural da história e das populações locais são valiosas. Aparece o conceito de ecoturismo, pioneiro em Portugal: visitantes guiados, informados sobre a capacidade de impacto do ecosistema, natural e cultural, pequenos grupos.

2. FUNDAÇÃO
Em 1987, um grupo de 11 jovens, uns locais, outros de mais longe, realizam uma assembeia de fundadores e registam a cooperativa T. G. – Trote Gerês, cooperativa de ocupação de tempos livres, C. R. L., com sede na aldeia de Cavalos em Cabril, Conselho de Montalegre, Distrito de Vila Real, na Província de Tráz-os-Montes, Portugal.
Adquirem-se os primeiros cavalos Garranos (raça autoctone em vias de extinção) e iniciam-se os percursos guiados a cavalo (garrano) com alojamento em campismo informal e no habitante. Os primeiros clientes chegam atravém de uma das maiores agencias de viajens aventura, a francesa Nouvelle Frontiéres.
3.CONSOLIDAÇÃO
Em 1989, um projecto apresentado ao programa Iniciativas Locais de Emprego permite a infraestruturação e construção de um Parque Campismo e de um Centro Hípico, em Outeiro Alto, Eiredo, Cabril e a criação de 4 postos de trabalho permanentes. Novas atividades são desenvolvidas: alojamento em campismo, restauração, percursos pedestres, aulas de equitação, produção de cavalos, produção de adubo.
O processo de cedência de dois terrenos pela Junta de Freguesia de Cabril e pela Comissão de Compartes é amplamente debatido in loco, originando a criação de um novo lugar na freguesia, com água, energia elétrica e saneamento.
Na cooperativa são admitidos novos membros e é aumentado o Capital Social, adquire-se uma viatura 4X4 e diversos equipamentos para Equitação, Canoagem, Tiro ao Arco, Cicloturismo de Montanha. Os percursos guiados diversificam-se em Históricos, Etnográficos e Natureza. Em 1990, a Trote Gerês ganha um prémio europeu, com o programa transnacional Caminhos de Santiago, iniciativa de turismo religioso.
Já em 1994, a candidatura a um financiamento da Comissão Europeia lança o programa Valorização do Garrano para Atividades de Lazer, construindo um armazém e uma maternidade no Centro Hípico de Outeiro alto, apoiando a criação de dois centros hípicos em parceiros de Padornelos (Montalegre, Portugal) e Vilar de Santos (Galiza, Espanha) e lançando uma campanha promocional dos percursos equestres transnacionais a nível nacional e internacional.
Resultado direto destas intervenções, o cavalo Garrano do Gerês passa a espécie protegida, é criada uma associação de criadores, com direito a um subsídio anual por cabeça (100 euros).

4. EXPANSÃO
Em 1989, com um contrato de aluguer com a Câmara Municipal de Montalegre, reabilita-se e equipa-se um edifício com 7 quartos na freguesia de Paradela do Rio, a Pousadinha de Paradela, criando 2 postos de trabalho. Esta iniciativa abre um novo sector de atividade, o Turismo Rural. Desde logo organizam-se encontros e exposições com animação cultural diversa, danças e cantigas ao desafio, provas de produtos locais.
Em 1992, uma candidatura à iniciativa Leader 1 (Ligações entre ações de desenvolvimento da economia rural) da Comissão Europeia, permite um investimento significativo com a melhoria notável das infraestruturas no Parque de Campismo de Outeiro Alto, a aquisição, reabilitação e equipamento de 2 Casas, de arquitetura tradicional, na aldeia de Sirvozelo, para Turismo Rural. E ainda o aluguer à empresa Eletricidade de Portugal, de um grupo de 6 moradias (com 2 a 4 quartos) e uma estalagem (15 quartos), que foram reabilitados e equipados, no novo centro turístico em Vila Nova, freguesia de Ferral, a Hospedaria Peregrinos.
A cooperativa gere agora 4 centros de Ecoturismo, com 36 trabalhadores, recebendo mais de 5.000 clientes por ano, consumindo produtos locais em quantidade (feno, milho, mel, meias de lã, vinho) e contratando mão-de-obra local sempre que disponível.




5. DIVERSIFICAÇÃO
A economia social, moderna descoberta da humanidade, depois da acumulação privada e da administração pública, inscreve-se no processo cooperativo da Trote Gerês. As vantagens da intercooperação consolidam-se na adesão à UniNorte, União das Cooperativas da Região Norte, com programas de formação profissional, comercialização e organização de eventos.
No mesmo sentido, a cooperação com a COOPAS (Cooperativa de Planeamento, Arquitetura e Serviços) tinha conseguido um alto nível de qualidade na projeção das infraestruturas e um financiamento direto em Títulos de Investimento Cooperativo (mais tarde reembolsados).
Na Serra do Gerês os lobos ainda matam muito gado, recurso fundamental da agricultura de subsistência. Mas por outro lado, a qualidade dos produtos pecuários é alta e exclusivamente biológica. A TG passa a dinamizar e liderar a associação dos Criadores de Gado do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
 A adesão à INDE (Cooperativa de Intercooperação e Desenvolvimento) permite a criação do CECoD (Centro de Estudos e Conselho para o Desenvolvimento), promotor de diversas iniciativas de desenvolvimento local e de um boletim informativo mensal (digital e fotocopia), “Sinais”, com ampla divulgação.
Alargando a rede de parceiros nacionais, a Trote Gerês funda em 1993 a Animar, associação portuguesa de desenvolvimento local, lançando a Manifesta, 1ª Manifestação, Festa, Assembleia, Mostra, do desenvolvimento local.
Em 1994, 2 cooperadas da TG formam e dinamizam um grupo de 6 mulheres locais, constituindo a empresa privada Modabarr (Moda Barrosã, Lda.): produção e venda de uma linha de vestuário moderno com matérias primas tradicionais (lã branca e castanha, linho, estopa e tomentos). Várias camponesas acedem a uma nova fonte de receita, a região entra num processo de difusão de imagem de qualidade através de múltiplos desfiles de moda no país e no estrangeiro, a população local passa a encarar o tradicional como uma vantagem a orgulhar-se.
Nesta época existem já múltiplos parceiros na região focados no desenvolvimento sustentável: Cooperativas, Associações, Empresas Privadas, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, que elegem a TG para liderar a Probarroso, Associação de Promoção e Desenvolvimento do Barroso. Esta empresa irá realizar programas de formação profissional, de planeamento territorial, de valorização económica do património cultural (internacional), de reinserção de emigrantes, de igualdade de género, de reabilitação urbana.
A sociedade da informação e tecnologia dita agora as regras e a TG, com um parceiro privado (Latina Europa, Audiovisuais, Lda.), cria a SIM, Sociedade Imagem Montanha, produção de media: promoção do “ar de Barroso”, a construção da imagem de marca do ecoturismo da região (montanhas, 6 serras, Gerês, Cabreira, Barroso, Leiranco, Larouco, Mourela e planalto, Barroso).
O vasto património arquitetónico, em granito, no Barroso, incluindo a casa tradicional de pátio interior, os castros, as pontes, as eiras e canastros, as fontes, os moinhos de água, os pisões, os pelourinhos, as igrejas e capelas, o castelo, aliado à carência de infraestruturas de acolhimento, levam a TG á criação da  VerBarroso, Sociedade Imobiliária Turística.
Em 1998,  a Exposição Mundial em Lisboa abre uma oportunidade única de divulgação. A TG põe a funcionar o Barco do Mundo Rural, um varino veleiro típico do Tejo, com percursos de Alcântara á Expo, animações semanais por região do país, com provas de produtos locais de qualidade e atividades artísticas referentes, beneficiando de ampla divulgação na comunicação social. Terminada a Expo, a TG decide criar um espaço permanente na capital para promover e vender os produtos e serviços dos territórios rurais. Com parceiros escolhidos é fundada a ProRegiões, Promoção das Regiões, Lda., que abre a Loja do Mundo Rural em Ourique. Aqui encontra-se tudo o que há de melhor no país, nas áreas da gastronomia (doces, queijos, vinhos, ervas), artesanato (cestaria, barro, tapeçaria) e serviços (ecoturismo, lazer, turismo aventura, arte e cultura).


6. SUSTENTABILIDADE
Em 2013 o Parque de Campismo em Eiredo está renovado, acesso regularizado, no centro de um grupo de infraestruturas da freguesia de Cabril: o Centro Desportivo, a Extensão de Saúde e o Estaleiro de uma empresa de construção civil.  O Centro Hípico reativa-se com um grupo de jovens locais, criadores de Garranos.
O Turismo Rural, gravemente prejudicado pela crise financeira internacional, não poupou a TG. Mas as Casas Rurais de Sirvozelo foram melhoradas e os visitantes continuam a elogiar o quadro exemplar em que nos situamos.
Em Vilar de Perdizes, o Congresso de Medicina Tradicional do Barroso, anual, marca a revelação da cultura popular, impenetrável a todas as tecnologias. Tão forte, que se celebra humoristicamente todas as sextas-feiras dia 13!
Na  área dos produtos de qualidade locais, o presunto, o salpicão, a chouriça, a Sanguinheira, a alheira, são excelentes. A TG lançou o desafio e o município protagonizou a organização da Feira do Fumeiro de Montalegre, anual, com milhares de visitantes.
A Câmara Municipal de Montalegre teve ainda o privilégio de implementar o Ecomuseu do Barroso, com apoio ao financiamento de infraestruturas e serviços.
Existem hoje no Barroso infraestruturas hoteleiras de qualidade, serviços de ecoturismo especializados, uma gastronomia gostosa, um público fiel e um enorme potencial de descobridores a alertar!


















segunda-feira, 3 de junho de 2019

11 de março 2019









Lembra-me alguma coisa em 1975, 6 meses antes de bazar de Lisboa. O MFA 5ª Divisão já era, o grupo de Teatro orbitava entre o Sintrense e Campolide, o élan revolucionário esgotava-se nos horizontes limitados dos naufragados.