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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Religiões Africanas

“O primeiro sentido na iniciação deve ser situado em tudo o que concorre para dotar o crente dos conhecimentos teóricos e práticos relativos à sua fé. Alguns dos conhecimentos veiculados pela iniciação são quase da ordem do profano. Outros são considerados sagrados e a sua comunicação é cuidadosamente protegida. Esta iniciação não está ao alcance de qualquer um. A iniciação é ocasião de um comércio com as forças numinosas transcendentes, cuja manipulação depende de conhecimentos elevados e cuja abordagem assenta fundamentalmente num acto de fé.”

“A noção africana de família engloba também e sobretudo os vivos e os mortos. Assim, para cada homem-pessoa africano, o triunfo na vida não se limita ao êxito social, antes deve prolongar-se para além da morte. Tanto de um lado como do outro, a família é, assim, uma via obrigatória.”

“As crenças religiosas negro-africanas não contêm a ideia de um fim do mundo.”

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Religiões da África Negra

Em África, o homem é essencialmente concebido como uma pessoa, isto é, como uma síntese dinâmica de um conjunto de componentes de proveniências e destinos diversos. Dessas componentes, a primeira é o sopro, por toda a parte reconhecido como obra exclusiva do Criador. Chamado émi entre os Iorubas e gbigbo entre os Fons, o sopro não é apanágio exclusivo do ser humano. É a marca do que é vivo e une numa verdadeira comunidade todos os seres vivos, tanto os animais como as plantas.

Segunda componente da pessoa: o corpo. Pela sua materialidade, o corpo é o elemento mais tangível da relação com outrem e, em especial, com os progenitores. Habitáculo do sopro e ao mesmo tempo receptáculo de todas as influências susceptíveis de afectarem o homem, ele é a principal fonte da acção do humano sobre si mesmo e sobre o seu meio.

As componentes imateriais do homem são: éda, entre os Iorubas, o “homem-mesmo”, a sua ligação directa com o Ser Supremo; okan, o coração; iku, morte; kpori, cabeça interior invisivel e essencial.

Além destas componentes comuns, o homem pode ter componentes específicas, cuja aquisição é própria de um indivíduo ou de um grupo: Oduifá, os signos primordiais; Ogum, feitiço; Adjé, feitiçaria; Tohossu, vítima.

Ao exceder a consciência individual, a pessoa revela-se ser um espaço em que o grupo pode intervir tanto como o próprio ego. Este é um dado essencial do estatuto do ser humano no pensamento africano, fundamentalmente o de “ser em relação”.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Religiões Bantu

Na religião Ioruba, quando aprouve ao Ser Supremo (Olorum) criar o mundo (Aié), foi a Oduduá que confiou essa importante missão. Em língua iorubana o nome genérico dos deuses é Orixá. Assim, Oduduá, que recebeu do Ser Supremo a missão de criar o mundo, é um Orixá, tal como Obatalá, que recebeu ordem para dar forma aos humanos.

Na religião Fali, na origem do mundo acham-se um ovo de tartaruga e um ovo de sapo. O primeiro homem foi To Dino, que por ocasião da segunda descida à terra, tomou a forma do ferreiro.

Na Religião Dogom, Amma é o nome que dão ao Ser Supremo, Deus, criador de todas as coisas. Na origem de todas as coisas achava-se o ovo de Amma. Os primeiros homens foram formados no céu, como os quatro pares de deuses, os Nonno anagonno.

Como é que os Bantos Designam Deus? Nas línguas bantos, línguas com classes, que repartem a totalidade do real por um número limitado de classes reconhecíveis, existem quatro classes de seres: o ser-substância de inteligência (o homem); o ser-substância sem inteligência (a coisa); o ser-localizador (lugar-tempo); o ser-modal (maneira de ser ou acidentalidade). O primeiro sinal distintivo do Ser Supremo é o ser declarado como não pertencente a qualquer das classes usuais de seres. Para os Bantos, o Ser Supremo ou Deus, afirma-se transcendente porque está fora das classes, acima das classes, antes de todas as classes.