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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Entre Iapala e Malema









Muze, as pinturas rupestres!

Ha poucas semanas fui visitar as pinturas rupestres mais sofisticadas da província de Nampula (pelo menos, daquelas que são conhecidas). Depois de Iapala (a 30 km de Ribaue), cerca de 18 km na estrada nacional para Malema, viramos á esquerda em Muesse para 12 km de caminho de areia bastante mau e chegamos ao apeadeiro de comboio de Mussa. Continuamos na estrada antiga em direcção a Malema, passamos sobre a linha de comboio e saímos outra vez á esquerda (cerca de 3 km); paramos logo a seguir porque o caminho de terra esta cortado por uma corga profunda; continuamos a pé até uma pequena aldeia, Sissire, no sopé do Inselberg alvo, cerca de 5 km. Um aldeão vem ter connosco, dizemos o que queremos e ele disponibiliza-se para nos conduzir a casa do Líder, um pouco mais longe e mais perto do monte. Passamos várias plantações de tabaco, algum já a secar, muitas crianças, como sempre, uma placa indicativa das Pinturas Rupestres de Muze, no meio do mato. O Líder esta em casa com mais mulheres e crianças, jovens rapazes também e saímos para o monte. Paisagem bonita, vamos subindo a pedra, descemos uma corga florestada, recomeçamos a subida, muitíssimo íngreme. M deita-se na pedra a descansar. O Líder sobe descalço e as crianças sobem ligeiras. Ao chegar á gruta (pala) ele avança sozinho e pede-nos para esperarmos; realiza a cerimónia, libertando um fumo acre. Podemos ir. O abrigo é pequeno, mas como de costume facilmente defensável. A paisagem é magnífica. As pinturas em óxido de ferro são de facto bastante elaboradas, com varias figuras humanas e de animais bem desenhadas; possui também elementos rectilíneos e traços repetidos, semelhantes ás outras pinturas de Iapala; um conjunto muito particular. Tiramos várias fotografias, falamos e rimos um pouco, enquanto descansamos da subida. Iniciamos a descida, eu muito rápido, para irmos parar junto a placa indicativa, no meio do mato. Tiramos fotografia de grupo, dou 200 Mt ao Líder, M distribui 100 Mt pelos outros, despedimo-nos e regressamos ao carro, rápido; foram 3 horas de passeio ao sol, teremos feito uns 15 km a pé. Retomamos o carro e regressamos pela estrada antiga em direcção a Iapala. Estamos no alcatrão e rapidamente em Ribaue; o polícia que tinha pedido boleia á saída de Nampula, para Lalaua, estava agora desfardado e de mota com o amigo; disse que tinha que ir fazer algo; esperamos 15 min enquanto bebíamos coca-cola, o homem não apareceu, retomamos a estrada para Lalaua. Estado péssimo, corgas profundas e perigosas, muitos sítios com lama, lombas e buracos, demorámos 3 horas e meia para fazer 80 km, mais de metade do caminho já de noite; mas chegamos bem, escolhemos os quartos e fomos jantar uma boa galinha cafreal!


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Sul sul sul


A luta contra a pobreza (mental) absoluta não parece trazer grandes conquistas. Mais de 200.000 pessoas estão deslocadas, ou porque as casas caíram ou porque as águas inundaram as aldeias. Os acidentes de viação matam diariamente muitas pessoas: a indisciplina dos motoristas de carta comprada e outros, os veículos em condições técnicas péssimas, a falta de civismo e educação básica, o desconhecimento generalizado sobre a alimentação e higiene, paga-se em vidas. 

Latitudes

A chuva abrandou e os pássaros, com piar diverso, os insectos variados apoiados pelos batráquios, iniciam os concertos de vozes. Domina a águia no cimo do penedo. O tempo retoma a sua dimensão habitual, só neste local. Mais longe, a enxurrada equatorial levanta nevoeiros rasteiros esmagados pelo quarto minguante. (contraponto: ver o papel dos judeus em Portugal no século XIV e a empresa dos “descobrimentos”).

Navegar e preciso

O Gilles era um navegador prudente mas destemido, conhecedor das ondas monstro do indico...

em Memoria


em memoria do meu amigo, colega, companheiro unico de amaragem, uma imagem detalhada

quinta-feira, 19 de março de 2015

mensagem nova

a força dos magos, derrota a derrota!

prototipo

circula por todo o lado

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Desurdem

urdidura e o termo que designa a organizacao dos fios, de la, linho, algodao, seda e outros menos conhecidos...
mas Des...

domingo, 1 de fevereiro de 2015

As duas sombras do Rio

“Nas suas batinas castanhas e grossas eram os padres fortes como touros e andavam permanentemente vermelhos de calor e irascibilidade. Moviam-se depressa e falavam muito àquele povo seco e pequenino, ordens severas, como se o tempo escasseasse para cumprir uma ordem encomendada (o povo intrigado com aquele esforço vão para apressar o tempo, quando é sabido até pelas crianças que são os homens que cabem dentro do tempo e não o contrário).”


João Paulo Borges Coelho, As duas sombras do rio, Ndjira, Maputo, 2009.

Divagando

A águia que habita o rochedo em frente, ensaia voos inusitados contra os ventos de tempestade que se aproximam vindos do mar, ainda jovem não os desafia por muito tempo. Na pré história não se escreve, só se fala. Poderemos considerar as pinturas rupestres como uma velha escrita? Estiveram os africanos na história um tempo, tendo optado por voltar ao antigamente?

Na terra...

Globalmente, sem ter em conta os insectos ruidosos, sapos e gris gris que enchem o som da noite, os transmissores de malária e de filariose, sem falar na dengue ou outras pestilências, o mundo estremece: os traficantes de divisas ilesos da crise financeira, os lacaios políticos surripiadores de leis encomendadas, os assassinos ji hadistas ou boko haram de conotação ala, sucedem-se regularmente na comunicação social – a televisão dos Flin Stones em pleno! 

Onde?

Planos que não existem, factos que são fachada de vidas que dependem do passado pesado, dominante, determinante. A sensibilidade emocional á flor da pele, despreza comentários oportunos orgulhando-se da sua integridade, antes das marcas cicatriciais da dura realidade.

Pensam que o ...

Protótipo de humano: projecto de utopia intelectual sob liminar, sem qualquer capacidade de actuação sobre a árvore genealógica do animal conhecido por “homem”. 

sábado, 24 de janeiro de 2015

Outros planetas

O confronto de paradigmas é desafiante, ultrapassados os métodos de avaliação de confiabilidade. Os indicadores de resultados, quais traços vermelhos nas grutas dos inselbergs, transmitem uma imagem limitada da realidade alterada.

Black

Auto limitado á fonte endógena, debato-me no desafio da importação desqualificada. Ciente do descalabro, encaro a mudança como fonte de energia auto controlada, mais elaborada, sem industrialização. Golpe de mestre. Em Chitima, Tete, morreram 72 pessoas que consumiram aquela bebida tradicional. Pensa-se que estaria envenenada…não isolaram o tóxico (Moçambique, Portugal, Franca). As velas já deram tudo o que tinham, há que aprovisionar. A agua para beber, nem se fala (purificada mwene)!

human...

Pensando nas pinturas rupestres de Malodge ou Iapala evoluindo para Shakota, revela-se o espelho do protótipo de humanidade acordando no animal abrigado e seguro. O reflexo afirma-se pela verticalidade repetida vermelha, temperada de redondos defensivos e convidativos, recolorindo-se em formas complexas de ambos, elaboradas e elegantes.

Geoclimaticamente

Recorre a chuva, rápida ao sol, repetitivamente no nublado, forte no cinzento e prolongada no escuro. Arrasa casas e varre as rodovias, aglomera os comerciantes de passeio da cidade em abrigos escassos sobre lotados: a coragem na re disposição de todo o tipo de artigos no passeio é expedita. Vai deixar marcas profundas no solo sedimentar vermelho, aflorado a tempos por raros castanhos graníticos. No ribeiro em baixo, agua cor de lama atravessando toneladas de lixos, os putos curtem a mergulhar na melhor brincadeira da temporada. Apresta-se a separar a ponte e já quase cortou um terço da estrada. Salva-se a bela água destilada da chuva torrencial nos alguidares coloridos e pesados. Que descanso! Depois de encher o tanque e os variadíssimos plásticos recipientes. A cidade esbate-se na cor do mato, de facto, Vénus e quarto crescente. 

Prototipo humano

A luta entre a selvagem natureza e a modernidade do consumo afirma-se no confronto de gerações, de forma inusitada, sem fim a vista, com o lixo á cabeca. Lixo orgânico, reciclável ou menos, Telelixo ou lixo social. O confronto mostra-se difícil, mas construtivo.

Rios sub terraneos

A historia do morto que respondeu ao telemóvel, saltou-me á memoria na historia mais antiga de outras inundações em Mocuba, quando a agua surgiu do nada, de baixo da terra do monte, ultrapassando todas as chuvadas ou aberturas intempestivas de barragens (que por ali não existem), inundando terras nunca antes tocadas pelo Licungo! Em casa da Nganga local (Lugela, a sudeste do monte Mabu), para ter acesso á rede de telemóvel, deve-se dirigir ao local da antiga erupção aquática!

Pirilampos na floresta

A floresta dos pirilampos! Nas saídas de fim de tarde noite entrada, as dezenas de pirilampos nos bosques de cajueiro e mangueira e nas áreas de capim diversificado, mais crescido das chuvas, resguardam-se de roubo de imagem no escuro. Os seguranças macua encontram uma distracção de cor com prática de português. A infra-estrutura evolui tranquilamente, ao ritmo chinês em que domingo não existe e a forca das aguas e docilmente controlada.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Historia de Africa

“Provêm da África oriental e do nordeste os primeiros vestígios da existência do Homem e da formação da sociedade humana (Garganta Olduvai, Norte da Tanzânia), com cerca de um milhão e meio ou dois milhões de anos, que nos mostram seres hominídeos com cerca de 1,37 metros de altura, vivendo em pequenos grupo junto dos lagos da savana e que lascavam a pedra para fabricar os primeiros instrumentos toscos com que abatiam e cortavam os animais.

Há cerca de 50.000 ou 60.000 anos o homem africano utilizava o fogo para cozinhar e tornar mais tenras as pecas de caca, podendo desse modo tornar mais eficiente a utilização das suas reservas alimentares e permitir o alargamento das suas comunidades.

Os vestígios de esqueletos provam que um tipo de homem moderno, diferente dos caucasóides da Ásia, da Europa e do norte de África, e especialmente adaptado as condições dos trópicos africanos, apareceu na África oriental cerca de 50.000 anos a. C. e que durante cerca de 10.000 a 20.000 anos tal tipo evoluiu, por selecção natural, em duas direcções diversas, consoante as exigências de dois ambientes diferentes. Um dos resultado foi o negro, adaptado às condições de humidade da África equatorial e ocidental, o outro uma variante mais adaptada às terras de pastagem e às savanas mais secas da África oriental e austral, mais pequeno, o khoi ou khoisan.

De momento não é possível datar com segurança os progressos experimentados pela agricultura entre os negros do Sudão. Mas pelos dados existentes as novas culturas ter-se-iam desenvolvido nas zonas de savana entre 4.000 e 1.000 a.C. Outro grande avanço resultante da Revolução Neolítica foi a invenção de instrumentos e armas de metal, progresso que ocorreu em primeiro lugar no Próximo Oriente e o efeito de filtragem exercido pelo deserto do Sara poderá ajudar a explicar a razão de a fusão do minério de ferro e a forjadura de instrumentos de ferro e de aço surgir na África negra mais ou menos na mesma altura da fusão dos minérios de cobre e do fabrico de objectos de cobre (primeira metade do primeiro milénio a.C.).

A existência simultânea de veículos com rodas e do cobre no Sara ocidental torna plausível a hipótese de que o conhecimento da metalurgia do ferro terá passado do Norte de África para o Sudão ocidental e central tão rapidamente como o conhecimento da escrita, que veio juntamente com a religião islâmica, à qual os africanos do Norte não se terão convertido antes do século VIII e alguns negros da África ocidental terão adoptado pelo menos no século X.

Os vestígios indicam que se terá registado um movimento, com inicio possivelmente cerca de 2.000 a.C. e que chegou às savanas o mais tardar por alturas de 300 a.C., tendo como principal consequência que os povos hoje chamados Bantos se tornaram o tronco dominante em toda a metade meridional de África, à excepção do extremo sudoeste, dentro e à volta do deserto do Calaàri, onde a precipitação era insuficiente para permitir as culturas.

Banto é um termo de classificação linguística. Provem do facto de nas línguas faladas pelos povos negros actualmente usadas pela quase totalidade dos habitantes da metade meridional de África existir alguma forma de radical nto, com o sentido genérico de , e de estas línguas apresentarem um sistema de categorias de substantivos em que uma forma do prefixo ba- significa o plural da categoria que denota pessoas. As 400 ou mais línguas banto faladas na enorme extensão do território a sul de uma linha que vai mais ou menos do monte Camarões, na costa atlântica, ao monte Elgon, no Uganda, e dai ate à costa leste próximo de Lamu, são na verdade muito mais semelhantes no vocabulário e na estrutura gramatical do que sucede por norma – mesmo em áreas muito mais pequenas – com as línguas do Sudão.

Conquistando e destruindo Cartago em 146 a.C. os Romanos ocupam as planícies da Tunísia, com as quais constituíram uma província que denominaram África.

Nos séculos XIX e XX, o evidente sucesso da colonização europeia encorajou outros europeus a fixar-se. No sul de Moçambique havia uma comunidade de colonos, muitos dos quais serviam de apoio às economias do Transval e da Rodésia do Sul, que dependiam dos seus portos, e em Angola viviam europeus desde o século XVI. Desde a década de 1940, Portugal começou a encorajar mais cidadãos seus a emigrarem para essas para assegurarem o seu desenvolvimento económico e para diminuir a pobreza na metrópole. Por volta de 1960, estavam instalados em Angola cerca de 200.000 Portugueses e em Moçambique cerca de 80.000, onde constituíam 4,5% e pouco mais de 1% das respectivas populações.

Em 1960 terminou definitivamente a tentativa para alargar o domínio dos colonos na África tropical a norte do Zambeze. Ela obteve pouco êxito pelo facto de haver poucos europeus que quisessem arriscar a sua sorte e a dos seus filhos na tarefa difícil de erguer Estados nos trópicos, e porque essa tentativa só poderia prosperar durante o apogeu da confiança da Europa na sua missão imperial. A colonização europeia ficou então efectivamente limitada às duas zonas temperadas dos dois extremos do continente onde criara raízes antes da época imperial e prosperara: na África do Sul, com o prolongamento na Rodésia do Sul, e nas vizinhas colónias portuguesas, que curiosamente não tinham abandonado a crença na sua missão civilizadora inicial; e no Norte de África onde, apesar da sua proximidade em relação à Europa, a teoria da superioridade europeia estava também prestes a ser abandonada.

Até 1974 Portugal continuou a ser uma potencia colonial no sentido mais tradicional do termo, apesar de afirmar que não possuía colónias mas apenas algumas províncias do seu território, que por acaso se situavam no ultramar. Daí resultou que em meados dos anos 60 Portugal se encontrava nas suas três colónias – Guine, Angola e Moçambique – a braços com uma guerra de guerrilha em grande escala, activamente apoiada a partir dos territórios vizinhos independentes (assim como o eram as incursões de guerrilheiros na Rodésia). Nos inícios dos anos 70, metade do orçamento português destinava-se a custear as forcas armadas em África, criando desse modo uma tensão muito mais forte na sua economia do que sucedera com a guerra argelina em relação à França. Finalmente, em 1974, o exército e o povo português estavam já fartos da situação e desencadearam uma revolta. Uma das primeiras medidas do governo foi reconhecer as exigências dos nacionalistas africanos em relação à independência dos seus territórios. Dado que esta revolução garantiu o fim da ditadura que governara Portugal desde 1926, parecia que os africanos tornavam desse modo extensivos a um povo europeu os benefícios da liberdade.

A actuação na esfera política variou entre o bom, no caso do Estado insular das Maurícias, as repúblicas do Botsuana e Mali, e o ex - Estado marxista-leninista de Moçambique, até o mau, como no atoleiro de Angola, RDC, Somália e Serra Leoa. Infelizmente, na década de 90 os golpes militares não eram coisa do passado, como o demonstraram as experiencias da Gâmbia e da Costa do Marfim – a primeira bastião da e a segunda de estabilidade democrática durante a maioria do período pós - independência. Mais comum foi a legitimação eleitoral dos regimes militares na Líbia, Togo, Guine e Chade; esses países retiveram o seu carácter essencialmente autoritário. Mais preocupante foi a regressão do que tinham sido promessas democráticas no inicio da década; estes incluíam a Zâmbia, onde Chiluba mostrou muitas das características autocratas que criticara em Kaunda, e o Zimbabué, onde Mugabe, numa tentativa desesperada de se agarrar ao poder, jogou a cartada racial e desafiou a decisão do Supremo Tribunal relativa à confiscação de terras pertencentes a brancos.

As independências africanas ocorreram numa atmosfera protectora que promoveu a absorção das ex – colónias como membros inquestionáveis da sociedade internacional de Estados soberanos. Pela primeira vez, a soberania do Estado era aceite na base jurídica de reconhecimento por parte dos outros Estados soberanos e não na base empírica de capacidades de governação, defesa e extracção fiscal que desde sempre constituíra a prova crucial de viabilidade dos Estados. Tal mudança de paradigma é imprescindível para compreender a viabilização dos Estados africanos pós – coloniais, muitos dos quais minúsculos, sem saída para o mar, ou paupérrimos, e que nunca teriam emergido noutro momento histórico.

De acordo com o politólogo Christopher Clapham, os Estados africanos . Este facto foi parcialmente obscurecido pela ordem internacional vigente durante a Guerra Fria porque esta dava às elites africanas o estatuto internacional e os meios financeiros e políticos para manterem Estados minimamente funcionais.

Até cerca de 2005, houve em África uma convergência retórica com o liberalismo ocidental que em parte se coaduna com a tese sobre o de Francis Fukuyama. A grande maioria dos governos africanos rendeu-se à linguagem e rituais democráticos mais cedo ou mais tarde, organizando eleições (mesmo que falsificassem os resultados), permitindo a criação de ONG e espaço para a sociedade civil (mesmo que as oprimissem e/ou co – optassem) e utilizando com entusiasmo a iria do reformismo económico liberal (mesmo sem qualquer intenção de o implementar).

África continua dependente de flutuações do mercado internacional em relação às quais não tem qualquer capacidade de impacto; e os obstáculos à diversificação das economias africanas para além da exportação de matérias – primas são cada vez mais significativos. Este último facto é ampliado pelos limites do Estado africano enquanto tecnologia de administração e da fraca especialização da força de trabalho africana.”


J. D. Fage, William Tordoff, Ricardo Soares Oliveira, Historia de África, Edições 70, Lisboa, 2010

domingo, 23 de novembro de 2014

Neologismos

Depois da invenção da nova palavra moçambicana, actuante em toda a Lusofonia, Descomunicar, dedico-me agora a descobertas de novas doenças: catolololo, pica; mas a mais intrigante, o optimismo patológico (etiologia provavelmente relacionada com palavras iatrogénicas!) DESAFIA toda a lógica do conhecimento, talvez superada pela sabedoria da...

quotidiano


Depois de 2 semanas de incapacidade batuqueira (devida a lesões na interface eu – não eu de localização mítica F2/F3 posterior ou dorsal de cada indicador), rematando um longo período de indisposição rítmica, de um 1º de Maio UniLúrio animado cheio de cores e algumas reivindicações, um passeio no mato em fim de tarde fresco com ataque de formigas. Sábado, noite de cinema infantil em casa (como ontem), panteras todas estendidas!
A língua oficial única da China è o chinês de Pekin (embora haja mais de 10 “chinês” diferentes). Sendo há muito tempo a língua do Império, os exames dos letrados eram realizados nesta língua, e daí o nome de “mandarin” que se lhe dá ainda na Europa.
Mandarin, normalmente conhecido como chinês, vem do Hindi menteri (ministro), palavra adoptada pelos portugueses e aplicada às pessoas importantes na China. 
Na China designa-se han yu, “língua dos Han”, a etnia maioritária. Também se chama pu tong hua, quer dizer “língua comum”, para marcar o seu carácter oficial.

em Machuabo

Inhacoda: prevê o futuro, nomeadamente o clima nas estações das culturas agrícolas, gerino as chuvas.
Niahana: ensina novos PTS; garante protecção na falta de curandeiro pessoal; trata reumatismo, espíritos maus no corpo e “Matoa”.
Namugo: faz consultas, adivinha o problema e a sua origem, trata dores. Refere os casos que não pode tratar para outros PMT.

Os pirilampos são também habitantes frequentes, nocturnos, dentro e fora da casa, em percursos inesperados.

sábado, 1 de novembro de 2014

climatologia

A Oeste uma tempestade de relâmpagos, acima das nuvens; os grilos e um vento fresco. As miúdas já estavam a dormir, a Z não demorou muito, consegui enviar algum correio: ontem terminei a proposta para EMFC. Finaly! 23 páginas + 3 de bibliografia (38 referencias). Está quase na hora de imprimir o Lote, 3 exemplares, 1 para mim, l para...e 1 para...! Talvez nessa reunião exponha o caso X? Dou como por concluídas as tarefas inicialmente definidas; querem continuar ? desenvolver e melhorar a qualidade do ...?

festa é festa! primeiro de maio 2014!








próximo oriente e nordeste africano

As línguas semíticas, sendo as mais conhecidas o árabe, o arameu e o hebreu, tiveram a sua origem no próximo oriente e na peninsula arábica. As designações de “semitica” ou “chamitica” são invenções dos linguistas que tiraram esses nomes de Sem e Cham, filhos de Noé. Para ficar na família, um filho de Sem, Aram, deu o seu nome aos Arameus cuja língua era a do Cristo. O Arameu  ainda é falado por alguns mihares de Iraquianos, Sírios e Turcos. Eber, filho de Aram, poderia estar na origem da palavra Hebreu; mais provavelmente, pode ser um evolução da palavra eber, que significa “do outro lado”, sub entendendo-se “povo do outro lado do Rio Eufrates”. Koush, um filho de Cham, cujos descendentes teriam vivido no Sul do Egipto, deu o seu nome ao termo Couchitica; Koush era o nome dado á Etiópia pelos antigos Egípcios.
ORIGEM DA PALAVRA MURRUPULLA, morro pola, aqui está o rio, ou, aqui está a segunda cabeça, da cobra de 2 cabeças!

sábado, 4 de outubro de 2014





Em Nacarôa fala-se macua.

Laranja, em grego diz-se portokali, em georgio, portokhali!
preparando o cajú
COMO O MEU AMIGO ESPINOZA, ainda não aprendi, aquela maneira especial em que o conhecimento e a sabedoria podem ser disseminados sem despertar a inveja dos humanos, tão próxima dos primos macacos. Nevertheless...
A. entrou no TELELE,  quando estava a conduzir, reducção de danos, mas não estou interessado. Cobras esticadas, ondas arrastadas, hoje comunicaram-me que não será possível. Passifiquei ventos do norte e deixei correr o marfim. O mesmo, o quadrilátero filosófico de ontem, Conhecimento (versus ignorãncia) e a Sabedoria (versus inépcia), toma forma. A Máquina de Transformar Sonhos em Realidade não pára!



7 ANOS! é muito!
A língua oficial única da China è o chinês de Pekin (embora haja mais de 10 “chinês” diferentes). Sendo há muito tempo a língua do Império, os exames dos letrados eram realizados nesta língua, e daí o nome de “mandarin” que se lhe dá ainda na Europa.
Mandarin, normalmente conhecido como chinês, vem do Hindi menteri (ministro), palavra adoptada pelos portugueses e aplicada às pessoas importantes na China.
Na China designa-se han yu, “língua dos Han”, a etnia maioritária. Também se chama pu tong hua, quer dizer “língua comum”, para marcar o seu carácter oficial.

0:39. Antes de ontem, jantou cá o S., falámos de feitiçaria, doenças e praticantes de medicina tradicional. Disse uma frase engraçada: é possível envelhecer, sem nunca vir a saber. Aprendi 3 novas especialidades de PMT em Etchwabo:
                                                           
Inhacoda: prevê o futuro, nomeadamente o clima nas estações das culturas agrícolas.

Niahana: ensina novos PMT; garante protecção na falta de curandeiro pessoal; trata reumatismo, espíritos maus no corpo e “Matoa”.


Namugo: faz consultas, adivinha o problema e a sua origem, trata dores. Refere os casos que não pode tratar para outros PMT.
28 de Janeiro

O início da campanha para as eleições gerais, presidenciais, legislativas, provinciais, hoje na stv: o curandeiro, diz, adivinho o teu futuro, vais votar! O máximo! Não podia ser mais adequado à realidade loco-regional!
16 de Dezembro 2013


4 minutos, muita transpiração, insectos e pássaros preenchem o som e o melhor tem sido mesmo o livro 1421, o ano em que os chineses descobriram o mundo, um manancial de informação global sobre uma história interessantíssima e adormecida, para mim totalmente desconhecida!