Hoje está dedicado à festa de aniversário de uma das crianças da família. Depois de estendida a esteira, servem-se os petizes. Cada um com seu prato de arroz, salada e caril de galinha. Mesmo os mais pequenos treinam a sua independencia e o jeito de comer com a mão. Estão contentes. Os adultos são servidos a seguir, batata frita, arroz, galinha, caril, salada, algumas cervejas e refrescos. Um amigo mais idóneo em pequeno discurso situa o acontecimento e instiga ao repasto. Entre familia próxima (50%), afastada (40%) e visinhos (10%) estarão umas 60 pessoas. Todos vivem ali mesmo ou muito perto. Baixa-se a musica e a refeição decorre em quase completo silêncio. Recomeça o som ambiente e trazem o bolo de anos, muito bem coberto de chocolate, que a mãe acende nas velas para a filha, a prima e o primo poderem soprar, depois de cantados os parabéns. A mãe “abre a sala” com uma dança mexida e todos se concentram em bailados ritmados, de passada e kizomba, rap ou marrabenta. A animação atinge o auge à medida que o Zed vai sendo repartido. Trocam-se pares e fazem-se acrobacias. Cada qual tenta superar em jeito e contorsões aos ritmos intensos os restantes dançarinos. De vez em quando um “slow” encosta os pares, que vão alternando. Trocam-se estórias e piadas e as gargalhadas dominam o som de fundo. Apesar do fresco os mosquitos não desistem e tentam também a sua refeição perigosa – não há maneira de os evitar aqui. Pela meia noite os convidados começam a retirar-se – amanhã é dia de “trabalho”! Mas a festa foi muito boa e toda a gente está satisfeita! Até à próxima!
quarta-feira, 28 de julho de 2010
7 Anos
Hoje está dedicado à festa de aniversário de uma das crianças da família. Depois de estendida a esteira, servem-se os petizes. Cada um com seu prato de arroz, salada e caril de galinha. Mesmo os mais pequenos treinam a sua independencia e o jeito de comer com a mão. Estão contentes. Os adultos são servidos a seguir, batata frita, arroz, galinha, caril, salada, algumas cervejas e refrescos. Um amigo mais idóneo em pequeno discurso situa o acontecimento e instiga ao repasto. Entre familia próxima (50%), afastada (40%) e visinhos (10%) estarão umas 60 pessoas. Todos vivem ali mesmo ou muito perto. Baixa-se a musica e a refeição decorre em quase completo silêncio. Recomeça o som ambiente e trazem o bolo de anos, muito bem coberto de chocolate, que a mãe acende nas velas para a filha, a prima e o primo poderem soprar, depois de cantados os parabéns. A mãe “abre a sala” com uma dança mexida e todos se concentram em bailados ritmados, de passada e kizomba, rap ou marrabenta. A animação atinge o auge à medida que o Zed vai sendo repartido. Trocam-se pares e fazem-se acrobacias. Cada qual tenta superar em jeito e contorsões aos ritmos intensos os restantes dançarinos. De vez em quando um “slow” encosta os pares, que vão alternando. Trocam-se estórias e piadas e as gargalhadas dominam o som de fundo. Apesar do fresco os mosquitos não desistem e tentam também a sua refeição perigosa – não há maneira de os evitar aqui. Pela meia noite os convidados começam a retirar-se – amanhã é dia de “trabalho”! Mas a festa foi muito boa e toda a gente está satisfeita! Até à próxima!
terça-feira, 27 de julho de 2010
Porque hoje é Domingo...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Não caça
Aqui depara-se um agitado polo agro-industrial, pilotado pela companhia Sena Sugar: 24 horas por dia, 7 dias por semana, chegam consecutivamente tractores com vários e grandes atrelados cheios de cana e saem camiões carregados de paletes repletas de sacos de 1 kg de açucar, amarelado de grão grosso. A grande fábrica emprega centenas de pessoas, têm “caminho de ferro”, porto, bairros, escolas, centro de saúde, instalações sociais e desportivas.
A vila de Marromeu é sede de Município na Província de Sofala; tem uma igreja grande, muitas lojas, alguns bares e pensões, muita gente, longas ruas de mercado, vários artesãos, biblioteca, aerodromo. Está no centro de uma zona com várias reservas de caça, que confina com o Parque Nacional da Gorongosa – encontram-se claro muitos crocodilos, hipopotamos e macacos, também bufalos e vários cervídeos. O melhor sítio para ficar, atualmente, é o “Pappa Lodge”, nas istalações da companhia SS, em moradias algo tradicionais, com bar e restaurante, música e animação.
terça-feira, 29 de junho de 2010
A doce insignificancia do estar
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Au revoir
O dia nasce cinzento com temperatura fresca. A dona da casa procura saber o que faz falta para a primeira refeição; mas a mesa já estava bem servida: o mata bicho tem inhame, chima, “galinha em sal”, ovos estrelados, papaia, laranja, chá, café, água. A nossa anfitriã é muito bem disposta, fácilmente às gargalhadas, nascida em Quelimane também se exprime em “Manhawa” (língua de Lugela, uma mistura de Lomwe com palavras Nguni ou Angune). Depois do repasto carregamos 5 batuques: 2 foram vítimas da grande batucada (peles rompidas) e ficarão para reparação. Visitamos o Centro de Saúde, para ver os estragos anunciados nas coberturas tradicionais dos pre fabricados; atravessamos o mercado cheio de gente a esta hora do Domingo e fazemos-nos à pista, em muito mau estado, em direcção a Mocuba e Quelimane. Aparece o sol e paramos no blindado abandonado à entrada da vila, fóssil da guerra civil, para registo memorável.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Rica terra
Até à capital de Moçambique, proposta por Samora Machel por se encontrar no centro do país, são 2 horas de alcatrão bem liso sem problemas. Atravessamos a ponte nova e depois de hora e meia para fazer 50 km desde Mocuba, na pista má, cheia de buracos, zonas de lama funda, algumas derrapagens (tração não estava ligada), “tole ondulée”, pequenos choviscos, chegamos a Lugela ao fim da tarde. No “Mussaca”, albergue construido com materiais e arquitectura local, estavam à nossa espera e escolhemos os quartos. Os lençois são de pano muito branco e grossos, cheiram tão bem a lavado! O moço pergunta logo se quero ver os batuques que tinha já antes encomendado e pago, ao que respondo imediatamente que sim. Os 7 batuques encontram-se muito bem expostos, alinhados num banco na cabana dos jogos: muito potentes, baixos, pesados, fechados na base, 2 com um alto relevo rectangular, os mais pequenos. Chegam os 4 rapazes, muito jovens, que vão tocar e veêm cumprimentar. Pouco depois, apresenta-se a autoridade comunitária, o Sr. Francisco Lampião Alfaiate, líder do grupo de música, dança e cantares. Passamos à refeição, de arroz, chima, galinha, caril, ensopado de cabrito, piri piri, cerveja, refresco, água, na cabana destinada a restaurante. Vamos falando das histórias da terra, dele, um senhor de 65 anos muito bem conservado, da guerra, dos locais, caminhos e tradições, mitos até e histórias para crianças. Duvidam que eu não acredite na cobra de 7 cabeças que saiu da pedra da montanha e causou muito prejuízo. Depois da fruta, passamos ao exterior, para o pequeno recinto plano onde se prepara a batucada: 5 batuqueiros, 7 batuques, 10 dançarinas cantadeiras, 1 mestre de grupo, arrancam em cheio, com energia, muito ritmo e ótimo som. Os coros das mulheres, desafiados pelo solo do homem, clamam heróis antigos. As vozes daquelas mulheres, em melodias polifónicas, ressoam com a terra e o ar denso. As canções falam sobre histórias passadas há muito tempo, das famílias, suas alegrias e tristezas, amores e traições. As danças são agitadas e rápidas. As dançarinas principais, que alternam, vão desafiando e provocando os batuqueiros. As obras duram quase sempre muito (10 min) e os intervalos são curtos. O grupo irá actuar toda a noite, durante cerca de 7 horas, bebendo zed, sempre com alto nível! O céu agora limpo e estrelado, vai-se cobrindo e começa a chuviscar. Ninguém parece notar, um pouco abrigados pelo cajueiro. Acende-se um fogo para dar algum calor e claridade. Está fresco – vestir blusão! O ritmo acelera, o tom aumenta. A noite de Lugela, no meio da floresta tropical húmida, leva-nos ao centro da mãe terra.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Tratado de História das Religiões 2
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Tratado de História das Religiões
quinta-feira, 17 de junho de 2010
História das Religiões 2
Hierofania = crença no sagrado
Hierologia = estudo das diversas religiões
Cratofania = “adoração” da terra
segunda-feira, 14 de junho de 2010
História das Religiões
Soteriologia = estudo da doutrina da salvação
terça-feira, 25 de maio de 2010
Filmes 3
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Filmes 2
sábado, 22 de maio de 2010
Filmes 1
sábado, 20 de março de 2010
Para onde vamos?
segunda-feira, 15 de março de 2010
Estreia
Ainda está escuro mas existem logo acima do horizonte Este alguns pedaços de céu azul claro. A tripulação está a postos e saímos lentamente do Porto de Pesca para os Bons Sinais. Será uma viagem de cerca de 100 km, quase todos no mar. Aparece o clarão amarelo avermelhado a bombordo quando avançamos pelo canal em direção ao Índico, estando já o dia pleno quando aí chegamos. Pouco movimento, raras canoas, algumas pessoas nas aldeias da margem esquerda.
O vasto oceano está calmo, as ondas são seguras, o céu bem azul forte sem nuvens. Viramos a estibordo, direção Sudoeste, contornando Inhassunge, passamos em frente da Capitania de Olinda, farol branco, é visível o estrago dos coqueiros. Passamos a entrada para o canal de atalho (em direção ao Seminário de Mucupia e Quelimane) e continuamos ao longo de uma costa de dunas impressionantes. Lentamente (9 km / h) o barco vai baloiçando em direção à foz do Rio Zambéze ao longo da linha amarelo verde baixa a oeste, já Distrito de Chinde.
Avistamos primeiro uma faixa de casuarinas ainda em praias de Micaun, entramos numa zona bem delimitada de àgua castanha, logo a seguir avistamos o grande espaço liso correspondente à entrada do Zambéze e à esquerda a antena de comunicação da Vila de Chinde, rodeada de coqueiros. Aproximamos-nos da foz mas somos obrigados a recuar, pelas ondas agitadas em rebentação criadas pelos bancos de areia, refazendo a aproximação mais a norte em zona mais calma. Algumas pessoas tomam banho na praia, várias canoas de pescadores trabalham com redes, um grupo grande de pessoas perto de uma tenda no alto da duna são os deslocados das inundações.
domingo, 14 de março de 2010
Cabotagem
Vamos a pé do centro da vila até ao porto improvisado. A maré começou a vazar e fá-lo rápidamente. Temos pressa em sair mas houve alguns atrazos. Está muito humido e enevoado. Largamos a praia de Chinde em direção ao mar, prescutando a linha de rebentação ondulante branca no horizonte. A agua cor de barro quando se eleva imita um morro a subir. Tentamos aquilo que parece a zona mais calma e seguimos. Mas as ondas começam a crescer, o barco executa piruetas, o piloto vai parando o motor e retomando a rota perpendicular aceleradamente para vencer o obstaculo. Pouco mais e estamos fora da zona agitada, virando a bombordo rumo a nordeste.
Mais à frente passamos o limite bem definido entre as águas do Zambéze e o mar, com uma mudança radical de cor para o esverdeado, numa linha espumosa interminável. A umas 8 milhas da costa avistam-se 2 pesqueiros industriais de porte médio. Passam alguns barcos de pescadores ao longe, vela triangular; está bastante calor apesar do vento fresco. As medusas na àgua são raras. Os cumulos brancos dispersos e baixos enfeitam o céu muito azul e temperam o clima.
Pouco antes da entrada dos Bons Sinais – Rio Cuacua, a sul ainda em frente a Inhassunge, depara-se com uma nova linha de cristas brancas, elevando-se harmoniosa e concertadamente no horizonte. As ondas, altas de 4 ou 5 metros, chegam-nos paralelas ao barco, tornando-se imperioso distanciar-nos da costa virando a estibordo. O perigo destas situações é que correspondem à existência de bancos de areia, que podem ser fatais no caso de ondulações extremas. O piloto concentra-se e após algumas subidas e descidas imponentes saímos da zona de agitação sem problema.
Mais a Norte temos a primeira boia e viramos a bombordo, entrando no canal para chegar a Quelimane em cerca de uma hora. Não é difícil de imaginar que há 500 anos atráz esta era a foz do Rio Zambéze e não Chinde, 80 Km mais a Sul. Vamos cruzando com um tráfico intenso, canoas e barcos de pescadores, uns remam, outros com velas triangulares multicores de farrapos vários de pano e plástico, outros arrastam as redes, outros transportam os sacos de carvão para as cozinhas da cidade. Sobre o mangal do horizonte destacam-se os 2 volumes principais da urbe, o Banco de Moçambique e o Hotel Chuabo.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Saída do estaleiro a subir
sábado, 20 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
É Natal
Prepara-se um grande parto. O estaleiro no topo da duna, junto ao farol da praia do bairro de Paquitequete, apronta-se a lançar nas águas da baia de Pemba, o veleiro ainda sem mastros, construido em madeira durante seis anos pelos carpinteiros navais locais. São os últimos preparativos, alguns toques de calafetagem, pintura do branco, remoção das canas e chapas de sombra. A cerimónia é conduzida pelo velho lendo os capítulos apropriados do alcorão, ajudado pelo jovem que acentua o coro e coloca os paus de incenso.
São várias tentativas sem resultado. A corda é manifestamente muito insuficiente. O percurso inicia com uma ligeira subida. Decide-se amarrar também a grossa corrente metálica da âncora. Aplica-se oleo nos rolos. Concentração geral. Ritmo gritado cadenciado. O enorme esforço arrasta o barco quinze centimetros. O pessoal anima, mais vinte centimetros. Mudam-se tabuas e rolos. Continuamos, o entusiasmo acentua-se. Fazem 10 metros, insistindo na curva a bombordo para encurtar caminho para a água. O movimento “rápido” e a falta de atenção na colocação do rolo para o estabilizador de bombordo, provoca a queda do barco e a fractura daquele.
O desânimo é pesado e a agitação está no auge. Devem estar por aí 150 pessoas, entre os 70 homens contratados, mulheres, crianças e espetadores. Fala-se e grita-se muito. Vários grupos empreendem acaloradas discussões. Mãos à obra, quer dizer, à madeira, com toda à gente a endireitar o barco. Ritmo cadenciado. Palavras gritadas, coro surdo. Mexe. Cunhas preparadas. E sobe 5 centimetros. Outra vez, mais 10. Mas descai um pouco. O pessoal está cansado. Volta a insistir e melhorou. Concentram-se na popa. Em coro. Fica direito. O estrago no estabilisador não é catastrófico, será possível resolver sem grandes contrariedades.
A tarefa não foi concluida. Estamos a 50 m do mar. O Chefe de 10 Casas arranjou alguma confusão com os pagamentos do pessoal ficando decidido adiar para amanhã de manhã. Ámanhã será sobretudo necessário reparar o estabilizador, prevendo-se que o barco só possa sair para o mar dia 26.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Esforço muscular humano
A manhã está quente, embora com algumas nuvens para abrandar a potência solar. O Índico cercado na baia é de prata calma. Desço à praia, paro na sombra da acácia. Duas tripulações ocupam-se de pequenos arranjos nas embarcações encalhadas da maré baixa. Contorno a baía e seus naufrágios.
O estabilizador do veleiro foi bem reparado e teve tempo de secar a cola. Muitas crianças, alguns adultos, neste momento disputam-se as sombras todas, escassas. Tinha já sido escavado um leito na areia mole, em forma do casco, ligeiramente descendente até à linha de água, em que as tábuas e rolos foram sendo acomodados. A população juntou-se, a corda e a corrente estavam preparadas. Em coro comandado, incita-se o grupo. 50 homens concentram o esforço muscular ao som da voz cantada bem ritmada. Nem mexe. Nova tentativa. Zero centímetros. O pessoal desanima, a gritaria aumenta. Discute-se.
Já tinhamos pensado, combinado. Traz-se o 4x4. Liga-se a corrente. Puxa. Nem mexe. Precisamos do carro, mas só com a ajuda de todos poderá resultar. Volta-se a reunir o pessoal, todos pegam na corda, alguns na corrente. Coordena-se o comando de voz com o sinal gestual para o “driver”. Mas a população parece que tem medo, a corrente em extensão não oferece confiança. O 4x4 patina. A população observa. Puxa. Patina. Colocam-se tabuas e barrotes, o carro continua a enterrar-se e nem consegue estremecer o barco. Desânimo é geral. Não têm problema, amanhã vamos buscar um tractor potente. O barco vai para a água!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Paciência
Domingo de manhã a cidade está vazia. Da Mesquita próxima chamam para a oração. Desço para a marginal por uma secundária com algumas sombras e as pessoas já dizem bom dia. Nas rochas da linha de água, duas pessoas em “fecalismo a céu aberto” como se diz aqui, hábito generalizado nos Mwani, Nahara e Khoti.
A maré ainda está meia e o veleiro recorta-se no horizonte da praia. Chega um “dhow” carregado de gente do outro lado da baía. Num barco de pesca á rede encalhado ao lado, o mecânico tenta por o motor a funcionar sem resultado. Visitantes vem apreciar os trabalhos de lançamento.
O comandante já se atarefa para um lado e outro, junto dos dois carpinteiros, do chefe de dez casas, do capitão. Sai para ir buscar um trator de um certo amigo, que aparece ao final da manhã, amarelo, rodas grandes, girando na areia ao longo da linha de água, vindo da direcção do Porto. Prepara-se e liga-se a corrente e reforça-se a corda. Combinam-se os sinais que devem marcar o arranque e a paragem da máquina, tendo em conta o correto apoio dos estabilizadoes e a facilidade de deslize da quilha. Ajeitam-se os tubos metálicos e as tabuas. Estica-se a corrente. A população, pouca gente, muito calor, assiste.
Mete a primeira, patina. Reforça-se o piso com mais paus e tábuas. Mete a primeira. De cada lado do barco, um “controlador” levanta o braço indicando autorização para puxar; conforme combinado, braço em baixo é para parar. Arranca, estica, estala a corrente. Nada feito, nem mexe. As pessoas reunem-se à volta da popa para empurrar. Reforçamos o piso em frente dos pneus do trator. Mete primeira, ao levantar o braço, ditado pela voz do coro que comanda os homens à popa, desembraia, patina, nada.
A população concentra-se na popa. Arranque à voz! Esticam-se os cabos. O trator patina. Nada feito, o barco nem mexe. Manobra-se a maquina e reforçamos mais uma vez os trilhos das rodas com paus, sacos de plastico, tabuas, lixo! Novo arranque, estrondo, rebentou uma das cordas de apoio, chicoteou um jovem: pequena tumefação na coxa direita, nada de grave. Voltamos a preparar os cabos. Arranca-se desta vez, com melhor coordenação com o povo que empurra na popa! E vai, estremece, mas não avança. Coragem, nova tentativa, coordenada, em coro. O esforço é grande, sem recompensa. Esta máquina não consegue ajudar, deveremos encontrar um trator com tração às 4 rodas e bem mais pesado.
E está na altura de tomar um banho para refrescar, nas águas transparentes azuladas e macias, limpando o falhanço e lavando a paciência. A tarde vai escurecendo e o trabalho ficará para amanhã! Vamos procurar de comer
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Entusiasmo
Na cidade baixa as lojas estão concorridas, grupos de homens sentados na sombra dos armazéns, cabras passeiam nos jardins, duas pessoas levantam dinheiro no ATM. Como prioridade antes de descer à praia, comprar garrafa de água.
O amigo francês sentado à sombra do telheiro de bambu da sua lancha em reabilitação parece dormitar. Presentes o Capitão e os 2 carpinteiros principais. Vamos então buscar um tractor mais potente, com tração 4x4, pesado, rodas grandes.
Dispoem-se as pranchas. Estica-se a corrente, as cordas ficarão para as pessoas. Combinam-se os sinais. O homem tenor arranca a fala sincopada. O coro eleva-se, o trator mete primeira, o barco deliza 20, mais 15, mais 10 centimetros. Parar. Retirar troncos, rolos e tábuas, escavar mais á frente, voltar a colocar. Novo posicionamento. Voz, arranque, fazemos 1 metro, parar. O processo vai-se repetindo. O entusiasmo é geral. Cinco mulheres protagonizam a liderança e incitam a continuar para o mar, carregando tabuas e rolos. Com a ajuda da população animada, do trator, arrastamos as 30 toneladas do veleiro cerca de 15 m. No próximo movimento, a desatenção num rolo de Bombordo provoca a segunda queda. O desãnimo é geral, o ruido aumenta, a agitação atinge o auge. A queda sobre uma das estacas de apoio arrancou parte do corrimão de bombordo e o aspecto é de naufragio, confrangedor.
Mas os homens de Paquitequete não se deixam vencer: mãos à obra, melhor à madeira do veleiro, estacas e cunhas preparadas, voz de coro, e upa; centímetro a centímetro, lenta mas decididamente, a população remete o barco em posição vertical. Estamos mais descansados, o estrago não é catastrófico. Já tínhamos combinado para hoje – dois cabritos, seis galinhas, um saco de arroz, cinco litros de oleo, seis latas de tomate, alho e cebola, as mulheres trouxeram as panelas e o carvão - e serve-se a grande refeição comunitária de arroz com caril de cabrito e galinha. Em todo o areal à volta do veleiro, grupos atarefam-se em redor de pratos de folha avantajados, crianças, jovens e adultos. A boa disposição é geral!
A avaria do estabilisador poderia ter sido evitada se os parafusos tivessem sido substituidos, na medida em que depois de torcidos uma vez, ficam logo mais frageis. Mas enfim, aprender é até morrer e amanhã há mais. O mecânico sobe ao barco para pôr o motor a trabalhar uns minutos; já tinha preparado um recipiente de duzentos litros de água, ligado por um tubo à maquina, para refrigeração. Arranca, ruminante, soltando um fumo cinzento. OK!
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Persistência
Saio da Hospedaria procurando as escassas e interruptas zonas de sombra junto às fachadas. As mulheres vestidas nas suas capulanas de cores vivas e contrastantes sobem a avenida. O sol ilumina tudo drásticamente e o calor é muito. Curvo á esquerda tomando uma transversal virada ao porto. Numa oficina mecânica improvisada de rua, três viaturas, dois motores à vista, um grupo de homens e jovens. Bom dia! Desço a colina da cidade baixa até à marginal, entrando na praia.
Ontem o barco parecia um naufrágio na praia. Hoje, os dois carpinteiros principais já repararam o corrimão de bombordo (até parece que não houve nada) e atarefam-se sobre o estabilizador de bombordo, ainda desmontado. Num toldo improvisado, a máquina de soldar fornece o apoio derradeiro. O povo circula, discute, o comandante pede espaço de manobra. Quadro homens orientados pelo carpinteiro chefe aplicam o estabilizador ao casco, com cola especial e a força do macaco. Apertam-se os parafusos a partir do interior. Parece novo. Agora deverá secar!
Vamos buscar água que a transpiração aperta. O chefe de dez casas está preocupado com a saída do barco para o mar e o ilustre muçulmano diz que tudo sairá bem. No final do dia o estabilizador está bem reparado e calafetado, fixado com boa cola impelida pelo “macaco” de trinta toneladas, com parafusos novos e mais fortes. Vai funcionar! O mecânico sobe ao convés, deche ao porão das máquinas, faz arrancar o motor. Trabalha regular, ruido fundo, expelindo jatos de água. Ótimo. Amanhã o barco poderá entrar no mar!
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Batucada
Quarta-feira na cidade de Pemba, capital da Província de Cabo Delgado, acordo com o chilrreio dos pássaros. Depois do mata-bicho, faço-me ao calor do verão africano. Passo a levantar um “cash” no “ATM”, aproveito a sombra da acácia enorme, flores vermelhas, aprecio os padrões arquitectonicos dos “setentas", marcas do esforço do “Estado Novo” para segurar a antiga “colonia”. As viaturas insólitas, ecoam na subida para a cidade alta. Remeto-me à costa, vagarosamente e saboreando só o tempo. Lá em baixo, o Índico reflete lápis lazuli.
Contorno a baia, paralelo à barreira de caniço do bairro e chego à zona do farol. Alguns miudos brincam na areia em pleno sol escaldante. O comandante ainda não tinha chegado. O capitão atarefa-se no convés. Os carpinteiros decansam à sombra no antigo estaleiro. Chega um barco de vela árabe da outra margem com várias pessoas que transportam fardos. Embora à sombra, a transpiração abunda. Tiro a roupa. A água é transparente e suave. Um banho no azul está mesmo a calhar!
Aparece o Comandante agitado, as coisas não correm bem com os locais, o trator não apareceu. O receio de um novo desastre é muito: não há duas, sem três. Decide-se aguardar pela próxima maré alta. Que será esta noite, pelas duas horas e vinte minutos, segundo as tabelas, diáriamente vigiadas pelo Comandante.
Entretanto várias crianças da Madrassa aproximam-se do toldo, transportando batuque largos, baixos e redondos, pintados de vermelho tijolo. Maioria de pequenas raparigas, de cinco a dez anos, cobertas de véus vaporosos azuis, cor de rosa ou verde claros, iniciam a cantiga em coro. Os rapazes, orientados pelo professor, percutem nos batuques, fazendo aquele a voz solo. Uma mulher mais velha, aproxima-se, vai cantando e dançando junto ao grupo. O fim de tarde de tons rosa laranja vermelhos, mistura-se com os sons do pequeno ponto de cores multiplas sobre a areia da praia
Então, vamos até à “Wimby Beach”, zona “queque” de Pemba, para uma boa refeição! Lulas!!! A Oriente a lua quase cheia está enorme ao sair do mar. A Laurentina está fresca mas deitamos cedo, daqui a pouco há que levantar!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Celebração
A maré alta subiu bem e às duas horas da manhã o veleiro está, miraculosamente, a flutuar. Rápidamente dispõem-se as duas ancoras. Dá-se ao motor de arranque. Nada, uma, duas, três vezes, nada. O Comandante agita-se, o mecânico aplica-se, o motor arranca e o veleiro sai para a baia. Ensaiam-se as mudanças e o acelarador, tudo com muita cautela. A roda do leme responde muito bem e a estabilidade do barco é notável. Navega-se para o largo da baia, retorna-se para Oriente e depois regressamos à praia. Desligar o motor, lançar as âncoras, descansar um pouco – das emoções!
Às treze horas acompanho o Patrão Mor, o engenheiro e o carpinteiro navais, ao porto estaleiro para realizar a Inspeção da Autoridade Marítima ao Capulana. Na praia entramos num frágil plástico insuflavel de crianças. O Patrão Mor, descalça-se e pouco depois subimos na escada de popa do veleiro ainda sem mastros. Dão a volta, inspecionam: há uma entrada de água junto á quilha de popa. Convés, cabine, porões. Arrancamos com rota dirigida, bombordo, estibordo: o navio responde bem e rápido, o Patrão Mor aprecia. Muito bem, podemos celebrar com um pouco de branco fresco, temos liçença para circular na baia, até reparar a entrada de água e colocar o radio a funcionar.
Saímos então em bom ritmo para a praia de Wimby, passando pelo porto comercial, diante do cabo de Paquitequete, ao longo da marginal, pemba beach hotel, a uma velocidade de nove kilometros horários. Ancoragem, sempre a dobrar. Está maré quase vazia quando saimos no bote de plástico para a praia. O sol está a pôr-se e ao mesmo tempo aparece a lua cheia.
Jantar melhorado e bem regado, não fosse noite de festa. Ao longe, do complexo turístico, o fogo de artifício enche de cores reflexas o céu da baia. Céu limpo estrelado e muita animação. Música de todos os lados, quantidade de gente circulando em toda a praia e avenida, lindas raparigas!
Mais um copo e aparecem as nuvens. O Comandante está cansado e pede para o Capitão o levar para o barco para dormir. Quando volta, lamenta que o Comandante tenha caido ao mar quando subia do bote para o veleiro, molhando telemovel e documentos. Começa a chover. A Lua cheia, vai aparecendo entre as nuvens, mas a chuva tropical copiosa, puxada a vento, insiste em impôr-se. Afastamos as cadeiras e as mesas mais para tráz na esplanada. Cachoeiras aparecem em alguns pontos da cobertura de capim. Começam os relâmpagos e trovões, cada veis mais seguidos e potentes. O espetaculo é belo e intenso. Nisto, no centro do cenário, um raio cai mesmo a cem metros à nossa frente, com um ruido seco e estranho, sobre o barco!!!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
sábado, 12 de dezembro de 2009
Aprendendo a vida
domingo, 29 de novembro de 2009
Eleições em Moçambique
domingo, 8 de novembro de 2009
A descoberta de Iunga
sábado, 7 de novembro de 2009
Buscando raízes
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Ilha Deserta
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
A Serra que Canta
Saímos de Morrumbala passando o aerodromo pela picada em direcção a Oeste, para o rio Chire, descendo alguns montes em curvas até Pinda, na planicie vasta, para falar com o Chefe de Posto primeiro, o Régulo mais à frente, solicitar o seu filho para nos acompanhar. Existem alguns Ebondeiros magestosos, agora prateados à luz do sol, dois deles cheios de pássaros enormes, brancos e negros, de pescoço comprido, habitantes do rio. É uma zona de reassentamento de deslocados das cheias, com muitas casas em tijolo, centro de saúde e escola. Fazemos uma oferta para a cerimónia e seguimos em direcção a Micaula, ao longo da margem esquerda do Rio Chire, pouco antes de chegar à sua confluência com o Rio Zambéze. Aparece um corte perpendicular à pista com cerca de 50 m de largura, aparentemente rio seco, areia e pedras miudas. O jovem relata que há mais de 10 anos surgiu durante uma noite um bicho cobra com rosto de pessoa, que inrrompeu montanha abaixo, causando caos e destruição, abrindo este largo rasto até ao rio; e que a sua esposa ou esposo, poderá surgir a qualquer momento, saindo ali ou próximo, causando grande prejuízo. A população deve estar atenta. Mais à frente, as águas quentes, sulfurosas, brotam em três tanques forrados de ondulados sedimentos ocre esverdeado, junto a ruinas agro industriais imponentes da antiga Companhia da Zambézia. As mulheres lavam as capulanas e os filhos. Raros campos de algodão já apanhado, farrapos brancos dispersos nos ramos médios dos arbustos nas margens da pista. Pouco mais de 15 km e paramos na aldeia de Munguira. Sentamos nas cadeiras à sombra debaixo da Mangueira com o Chefe de Posto, o Secretário de Posto, o Regulo, o Fumo, o Secretário de Bairro, explicamos o motivo do nosso desejo de subir à serra. Adquirem-se os produtos para a cerimónia. Designa-se o guia. Saímos às 10h e 30 minutos, sol e calor abrasador. O guia inicia um ritmo rápido, contornando o Centro de Saúde para sair da aldeia e subindo de forma mais acentuada através da floresta. Fazemos duas paragens rápidas antes de chegar ao primeiro terço, relevo marcado percebido lá em baixo. Respiração ofegante, pulsação rápida, corpo muito quente. Temos a primeira desistência. A inclinação acentua-se, as sombras são raras. Água, respiração apropriada, esforço controlado. Aparece um macaco grande a comer Massalas que foge monte acima. Cruza-se a descer uma mulher bem disposta. Primeira machamba, mais acima duas casas, uma familia alargada, um homem escava à mão um buraco para a colocação de mais um pau em nova palhota em construção. Um fruto vermelho oval com polpa granulosa doce amarga. Persiste a inclinação difícil, carreiro entre o capim alto, terra solta com palha, desliza. Os musculos começam a doer. Para cima, nem o Diabo empurra. Pequeno corgo com bananeiras, está ali a água fresca. Bebemos bastante e abastecemos as garrafas. Carreiro estreito em falésia marcada, rochas e pedras grandes. Nova machamba, milho, mandioca, amendoim, mais uma casa um homem. Passamos o segundo colo. Atravessamos o vale e aparece então ao longe, pequenina, a antena no horizonte alto. Carreiro sinuoso, muita pedra, zona queimada, faz-se longo, mas ao fim de 3 horas, chegamos a Saikuni, também nome do Fumo local, disciplo do Regulo Sapanda. Lindos, minusculos, vermelhos e doces tomates abundam inexplicavelmente entre as pedras médias. Uma tenda de paus e plastico, vazia, com uns restos de fogo e lenha, dois tachos, uma mochila, um cartão grande dobrado no chão. Comemos tomates deliciosos, bebemos água, mastigamos umas bolachas. Quando chega o guarda das 4 antenas, vem de arco e flechas – atira bem longe, serve de arma de caça para coelhos, galinhas do mato e gazelas. Rimos de histórias da construção das antenas, falamos sobre os vários locais da serra – o pico das cobras, a origem do canto. Temos amendois e bolachas ainda para partilhar. A pouco mais de mil metros de altitude, apesar do fumo das inúmeras queimadas dispersas em todo o horizonte, avistamos a Oeste o Rio Zambéze, limitando Tete com Sofala, onde conflui ao longe a Sul o Chire, limitando a Zambézia. A Norte, as silhuetas das casas e os reflexos dos telhados de chapa da Vila de Morrumbala, sede do Distrito. A Sudeste, muito ao longe, os picos rochosos de Mopeia. Uma hora de descanso deve chegar, despedimos-nos e iniciamos a descida. Bebemos e abastecemos de água no mesmo sítio. Passamos a família que permanece tranquilamente sentada à sombra. A miuda dos seus sete anos no alto dos ramos da mangueira colhe alguns frutos, aparentemente muito verdes. Saudamos e seguimos monte abaixo. Primeira paragem após uma hora, com os joelhos de manteiga. Sentar, esticar as pernas. Temos pressa. Para baixo todos os santos ajudam. Mantemos um ritmo rápido, esforçado, escorrega-se às vezes. Mais 45 minutos e estamos na aldeia. Foi um passeio duro, agradecemos o apoio do Regulo, Fumo e companhia, retiramos-nos satisfeitos e bem cansados. A montanha só canta em certas épocas do ano. Voltaremos!
domingo, 11 de outubro de 2009
Preguiça de Domingo
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Asterix
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Massacrado pelos mosquitos
MAINDÓ
Bisso - olhos.
Bodo - joelho.
Cotomoia - tosse.
Dereto -bom.
Enzai - ovo.
Fiua - comichão.
Irido - arrepio.
Jala - unha.
Mainje - àgua.
Manda - mão.
Mimba - barriga.
Moindo - perna.
Murobue - medicamento.
Mussolo - cabeça.
Nhalo - pé.
Nhama - carne.
Numba - casa.
Oba - peixe.
Ocalau - vida.
Ocoma - gordo.
Ocua - morte.
Oladiua - tratamento.
Onda - magro.
Oudja - alimento.
Reda -doença.
Ridua - fraco.
Tovanda - forte.
Upa - dor.
Wabore - mau.
Zino - dente.
domingo, 13 de setembro de 2009
Ebondo
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Batucada especial
domingo, 23 de agosto de 2009
Iniciação
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O Céu na Terra
sábado, 18 de julho de 2009
Final da época das chuvas
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Provérbio Etxwabo
domingo, 5 de julho de 2009
Músicos de Quelimane
terça-feira, 23 de junho de 2009
Cacimba
A Via Láctea impõe-se monumento principal. O Cruzeiro do Sul evita perder o norte. Ás vezes, Orion defronta a Ursa Maior. A noite avança, os cães ladram, as folhas das palmeiras roçam ao vento, Nzu dorme no tronco do Coqueiro.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Vocabulário
Kumbaisa: adivinho, pessoa que se acredita possa descobrir coisas ocultas como a causa da doença, quem foi o causador da doença, o autor da desgraça, o autor da morte, onde foram ocultadas coisas roubadas, quem detém a chuva. Ritual com objectos físicos.
Proverbio Etxwabo: Kumbaisa onomukutha Mukwiri (o adivinho descobre o autor da desgraça).
Mulaula: adivinho, pessoa que pretende desvendar coisas ocultas ou futuras, descobrir quem roubou ou fez feitiço; ás vezes indica o curandeiro apto ao caso.
Exemplo: Wafema eliwe omutomeya muzogwe, mudhele mulaula kamubulile muzogweya (Uafema foi acusado de deter a chuva, mas o adivinho quando chegou não desvendou chuva nenhuma).
Sinónimos: Kumbaisa, Muliba makaga, muliba makaga manddimuwa.
Mukwiri: pessoa que segundo a crença popular, possui o feitiço e pode dar a outrém qualquer espécie de mal, ele é tido como o responsável último do mal físico e moral. Secreto.
Provérbio Etxwabo: Mukwiri kanlowa nzuwa (a pessoa que possui a força de fazer o mal não aguenta enfeitiçar o sol).
Nahana ou Namusorho: curandeira / o que trata a doença do "histerismo" (Mazoka ou Matoa). Cura atravéz dos batuques.
Provérbio Etxwabo: Maliana Nahana, okana makobwa aye, onolaba na bafu, onotxetha marhombo (Maliana é curandeira, tem os seus cestinhos com remédios, faz o sufumígio, dança o Marombo e a Zoka).
Namabaliha: parteira.
Ñganga: curandeiro, herbanário, médico que dá remédio, tendo ás vezes em conta as indicações do adivinho, utilizando escarificações, plantas e raízes, um ritual.
domingo, 7 de junho de 2009
MUSICAS DAS CARAÍBAS
Temos o tradicional, o popular, o jazz, o reagge, a salsa, o regueton e o son, entre outras. Os músicos, funcionários públicos em grupos bem compostos, percorrem as salas e os palcos dos bares do país, animando as danças mexidas e retorcidas da ilha. A cultura e a história são muito promovidas, com inúmeros museus e conjuntos arquitectónicos de significado marcante no passado recente, grandes empresas de produção e distribuição de música e espectáculos, programas de documentário na rádio e televisão frequentes e interessante, inúmeras edições e outras publicações, obras plásticas e exposições, pintura, artesanato, fotografia, vestuário design, feiras e exposições, regionais, nacionais e internacionais.
MUSICAS DAS CARAÍBAS
EDUCAÇÃO PARA TODOS
O nível cultural médio em geral é deveras elevado. Os Cubanos tem das mais altas taxas de esperança média de vida de todas as Américas.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
O outro lado da moeda
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Acesso aos serviços de saúde
Em qualquer lugar, é fácil encontrar um Centro de Saúde. A entrada é livre, a informação imediatamente disponível, o tempo de espera mínimo. Os médicos são simpáticos, o serviço eficaz e gratuito, a consulta não demora. Alguns problemas de disponibilidade de medicamentos, não atingem normalmente os princípios activos mais correntes. Na maior ilha das Caraíbas...
domingo, 24 de maio de 2009
The best of
Não tem publicidade, não existe desemprego, não há pedintes, não se vêem sem abrigo. Todos tem uma casa, alimentação essencial, saúde e ensino gratuitos. A música é muito boa, o rum aprecia-se os charutos dos melhores. A população é hospitaleira, circula-se em completa tranquilidade, as praias bonitas, as cubanas lindas, o desporto nacional o baseball. País único no mundo!
